Brasil
Aprilia domina corrida encurtada; Diogo Moreira fica em 13º
O retorno da MotoGP ao Brasil foi um sucesso de público, apesar dos desafios enfrentados devido às condições climáticas e à infraestrutura do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. Neste domingo, a equipe Aprilia conquistou a primeira e segunda colocação na segunda etapa da temporada: o piloto italiano Marco Bezzechi venceu a prova, seguido pelo espanhol Jorge Martin.
O italiano Fabio di Giannantonio, da equipe VR46, que largou na pole position, completou o pódio. O piloto brasileiro Diogo Moreira, da LCR Honda, que iniciou em 14º lugar, terminou em 13º. A bandeira quadriculada foi entregue pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, responsável pelas negociações para trazer o evento a Goiânia.
Devido ao desgaste da pista em pontos específicos, como a curva 12, a corrida foi reduzida para 23 voltas, oito menos do que o programado. No sábado, o afundamento do asfalto na reta principal atrasou o início da corrida sprint, e os pilotos já haviam sinalizado problemas em outras partes do circuito.
— Estou muito contente. O final de semana começou difícil, mas adaptei minha pilotagem. Hoje acordei bem e superei meus limites — comentou Bezzechi.
Na largada, Fabio di Giannantonio foi ultrapassado por seu compatriota Marco Bezzechi, que liderou a corrida com segurança até a vitória, colocando-se na liderança do campeonato com 56 pontos, seguido por Jorge Martin com 45 pontos. O atual campeão mundial, Marc Marquez, da Ducati, cometeu um erro no início, caiu para a quarta posição, recuperou-se, mas foi superado no final.
O brasileiro Diogo Moreira teve uma largada complicada, perdeu posições, recuperou-se e, beneficiado pela queda de alguns competidores, completou a prova em 13º lugar, mesma colocação de sua estreia na Tailândia. Ele soma seis pontos no campeonato de pilotos.
Infraestrutura e condições do autódromo
Durante a semana, fortes chuvas afetaram o autódromo de Goiânia, causando alagamentos em várias áreas do circuito. Os treinos livres na sexta-feira começaram atrasados devido ao processo de escoamento da água e limpeza da pista.
No sábado, um buraco no asfalto da reta principal precisou ser reparado com concreto, o que atrasou a largada da corrida sprint em mais de uma hora. Algumas atividades previstas foram adiadas para o domingo.
O governador Ronaldo Caiado havia pedido proteção contra mais chuvas, o que se confirmou com uma manhã nublada seguida de sol forte, permitindo que os eventos começassem no horário. Na Moto3, o vencedor foi o espanhol Máximo Quiles, e na Moto2, o espanhol Dani Holgado.
O público enfrentou dificuldades de acesso ao autódromo, uma das principais queixas, apesar de a arquibancada estar lotada durante o domingo. O evento reuniu 148 mil espectadores ao longo de três dias.
Antes do encerramento, o diretor esportivo da MotoGP, Carlos Ezpeleta, avaliou o GP no Brasil como positivo, especialmente pela experiência proporcionada aos fãs, embora tenha reconhecido os desafios enfrentados.
— A estreia de um GP em um novo país sempre traz dificuldades, pois o nível da MotoGP é altíssimo. Tivemos vários contratempos, e sabemos que as chuvas foram atípicas e muito intensas. Já há um plano para corrigir esses problemas para a próxima edição. Cerca de 90% das melhorias estão concluídas, restando apenas finalizar detalhes como limpeza, drenagem e ajustes finais — explicou.

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