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Argentina denuncia atos violentos após protesto no Congresso
O governo da Argentina anunciou na sexta-feira (13) que apresentou denúncias por terrorismo contra ao menos 17 indivíduos envolvidos nos confrontos ocorridos durante protestos contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.
A informação foi divulgada nas redes sociais pelo chefe de gabinete, Manuel Adorni, enquanto o Ministério da Segurança tornou públicas as identidades dos acusados e ordenou suas prisões.
Manuel Adorni declarou na rede social X que atacar o Congresso e agredir as forças policiais configura um crime grave contra a ordem constitucional e que o governo responsabilizou criminalmente os envolvidos nos ataques.
Na quarta-feira, milhares de pessoas reunidas pela principal central sindical, a CGT, protestaram pacificamente em frente ao Congresso contra o projeto de lei que amplia a jornada de trabalho para 12 horas, reduz indenizações, permite pagamentos em espécie e restringe o direito de greve, medidas consideradas retrocessos pelos sindicatos.
Entretanto, um pequeno grupo construiu uma barricada próxima às barreiras policiais e lançou objetos e coquetéis molotov contra os agentes de segurança.
Para dispersar os manifestantes, a polícia utilizou gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha, provocando pânico e correria na praça.
Mais de vinte pessoas foram detidas, a maioria liberada no dia seguinte. Prisões adicionais ocorreram a distância do local dos protestos.
A ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, afirmou no X que muitos dos acusados ainda não foram capturados, mas que a justiça já está atuando para identificá-los, localizá-los e conduzi-los à prisão.
Na noite de quarta-feira, com o Congresso já desocupado, o Senado aprovou a proposta de lei do governo, que seguirá para análise da Câmara dos Deputados nas próximas semanas.

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