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Argentina divulga documentos secretos da ditadura

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A Argentina liberou o acesso a quase 500 páginas de documentos oficiais do Serviço de Inteligência do Estado (Side), que abrangem o período de 1973 a 1983, incluindo os mais de sete anos do último regime militar, conhecido por sua repressão cruel.

Esses documentos foram disponibilizados no site oficial do governo, contendo desde listas de suprimentos para os escritórios do órgão até detalhes sobre departamentos que espionavam universidades, sindicatos, empresas e grupos políticos e sociais.

O Side declarou no X (antigo Twitter) que essa ação faz parte de uma política para fortalecer a transparência e a relação responsável do sistema de inteligência com a sociedade.

O governo ressaltou que a publicação desses arquivos históricos ajuda a aumentar a confiança pública, combate teorias conspiratórias e reafirma o compromisso com a verdade em tempos de muita desinformação.

A liberação dos documentos ocorre poucos dias antes do 50º aniversário do golpe de Estado de 24 de março de 1976, que instaurou o último regime militar no país, associado ao desaparecimento de aproximadamente 30.000 pessoas, segundo organizações de direitos humanos.

O presidente argentino Javier Milei, líder de ideologia conservadora, questionou essa estimativa e criticou as entidades que defendem os direitos humanos, alegando interesses financeiros envolvidos.

Nesta primeira publicação, o Serviço de Inteligência disponibilizou 26 documentos oficiais, totalizando 492 páginas, acompanhados de um guia explicativo.

Alguns dos documentos revelam atividades de “inteligência estratégica psico-sociológica”, que incluíam vigilância da mídia para identificar temas relevantes, motivações e posicionamentos ideológicos variados, como políticos, religiosos, econômicos e filosóficos.

Outros papéis são instruções para uso eficiente dos recursos da organização, como orientação para manter as luzes apagadas em ambientes desocupados, sempre classificados como “estritamente secretos e confidenciais”.

Ao longo dos anos, a Argentina julgou inúmeras pessoas envolvidas em crimes contra os direitos humanos durante a ditadura, incluindo militares, policiais e também civis.

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