Conecte Conosco

Brasil

Argentina investigada por gestos racistas ainda não usa tornozeleira eletrônica

Publicado

em

A turista argentina Agostina Páez, 29 anos, não cumpriu a ordem judicial emitida no último sábado pela 11ª DP (Rocinha) para o uso de uma tornozeleira eletrônica, conforme informado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) ao jornal O Globo. O caso é investigado por policiais civis que investigam a possibilidade de ela ter realizado ofensas e gestos racistas contra um atendente em um bar de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Agostina afirmou que desconhecia que o gesto cometido configurava crime no Brasil, alegando que teria sido uma ‘brincadeira’ destinada às suas amigas. Além da tornozeleira, a Justiça também ordenou a apreensão do passaporte dela; contudo, como entrou no país usando apenas a carteira de identidade, a Polícia Federal foi acionada para evitar sua saída do Brasil.

O delegado Diego Salarini, responsável pela 11ª DP, informou que a investigada tem um prazo de cinco dias úteis para ser monitorada com a tornozeleira eletrônica. O inquérito está previsto para ser finalizado e encaminhado ao Ministério Público até quarta-feira. Hoje, estavam programadas novas audiências com a vítima e o gerente do estabelecimento.

Um vídeo viral nas redes sociais mostra Agostina proferindo o termo ‘mono’ (que significa macaco em espanhol) enquanto imita um macaco, ofendendo o funcionário. Após o episódio, a vítima registrou queixa na delegacia.

Em entrevista, Agostina comentou que os atendentes teriam feito gestos obscenos contra ela e tentado enganá-la, negando que seus gestos ofensivos fossem direcionados a eles. Ela reconheceu que seu comportamento foi inadequado: ‘Minha reação de fazer aqueles gestos para minhas amigas depois de ser provocada foi errada, mas não sabia que nos estavam observando nem que isso era crime no Brasil’.

Quem é Agostina Páez?

Natural da província de Santiago del Estero, Argentina, Agostina Páez é advogada e influenciadora digital, com milhares de seguidores em redes sociais que atualmente estão privadas ou desativadas. Possui cerca de 40 mil seguidores no Instagram e quase 80 mil no TikTok.

Nos últimos meses, seu nome ganhou notoriedade não só pela atuação online, mas por um conflito legal familiar. Ela é filha de Mariano Páez, empresário do setor de transportes envolvido em processos relacionados à violência de gênero.

Mariano Páez foi detido em 10 de novembro por agressão e ameaça contra sua ex-companheira, a advogada Estefanía Budan. Em 15 de dezembro, a Justiça autorizou sua soltura, aplicando medidas como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a denunciante e monitoramento contínuo. A investigação judicial está em andamento.

Agostina apresentou denúncias contra Estefanía Budan por assédio, difamação e violência digital tanto contra ela quanto em nome de sua irmã. Disse que a família também foi afetada pelas ações da acusada, especialmente por envolverem sua irmã, que estuda, e que publicações feitas por Budan continham acusações indiretas à família.

Ela ressaltou que não presenciou as agressões denunciadas contra seu pai e que sua ação judicial é exclusiva para sua situação pessoal, afirmando: ‘Não tenho culpa das atitudes do meu pai. Não o defendo, e quero que ele responda pelo que fez’.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados