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Ataque a embaixada americana no Iraque deixa três mortos em bombardeios a grupo pró-Irã
A embaixada dos EUA no Iraque sofreu um ataque durante a madrugada deste sábado (14), após bombardeios em Bagdá contra um grupo pró-Irã influente que resultaram em três mortes, incluindo uma personalidade importante, segundo fontes de segurança.
No contexto da guerra iniciada em 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos contra o Irã, o Iraque foi envolvido no conflito quando grupos armados locais pró-Teerã começaram a reivindicar ataques diários com drones contra militares americanos e instalações petrolíferas.
Como resposta, essas milícias passaram a ser alvos de ataques atribuídos aos Estados Unidos ou a Israel.
Na madrugada, um jornalista da AFP observou fumaça escura sobre a embaixada americana, situada numa área de alta segurança onde estão representações diplomáticas, organizações internacionais e órgãos governamentais no centro da capital.
Um alto responsável de segurança informou à AFP que houve ataque com drones. Outro confirmou disparos de foguetes e disse que um projétil caiu próximo à pista de pouso do complexo diplomático.
Este é o segundo ataque contra a embaixada americana desde o início da guerra no Oriente Médio, ocorrido poucas horas após ataques às Brigadas do Hezbollah, influente grupo armado que perdeu dois membros, segundo autoridades de segurança.
As identidades dos membros mortos não foram reveladas, e as Brigadas do Hezbollah, consideradas grupo “terrorista” por Washington, ainda não se manifestaram oficialmente.
Personalidade importante
Perto das 2h da madrugada (20h em Brasília), no bairro de Arassat, onde estão instaladas facções armadas pró-iranianas, um míssil atingiu uma residência que servia como sede das Brigadas do Hezbollah, conforme informou um alto responsável de segurança à AFP.
“Uma personalidade importante morreu”, juntamente com outras duas pessoas, de acordo com essa fonte. O número de mortos foi confirmado em três, todos na residência, segundo outra fonte pró-iraniana.
As Brigadas do Hezbollah organizaram um funeral em Bagdá em homenagem a três combatentes, entre eles o comandante Abu Ali al-Amiri.
Jornalistas ouviram fortes explosões antes das sirenes das ambulâncias e testemunhas relataram fumaça branca no local.
Duas horas depois, um ataque aéreo atingiu um veículo próximo a uma ponte no leste de Bagdá, causando uma morte, segundo fontes de segurança.
Um integrante da milícia Hashd al-Shaabi afirmou que a vítima era membro das Brigadas do Hezbollah. Essa coalizão, formada por ex-paramilitares e incorporada às forças regulares iraquianas, reúne grupos armados pró-Irã que frequentemente operam de forma independente, semelhante às Brigadas do Hezbollah.

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