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Ataque a embaixada dos EUA e bombardeios no Líbano e Irã no quarto dia de conflito

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A guerra no Oriente Médio iniciada pelos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã segue sem sinais de fim nesta terça-feira (3), com um ataque de drones à embaixada americana na Arábia Saudita e bombardeios intensos de Israel em Teerã e no Líbano.

O presidente americano Donald Trump alertou que o conflito com o Irã pode durar semanas ou até meses, enquanto a guerra, que já está no seu quarto dia, se intensifica em várias frentes.

O conflito também impacta o abastecimento global de petróleo e causa quedas significativas nas bolsas de valores internacionais.

A Arábia Saudita, que recebeu mísseis iranianos no início da guerra, informou nesta terça que interceptou oito drones próximos a Riade e à cidade de Al Kharj. Um residente da capital comentou que ouviu uma explosão e sentiu sua casa tremer.

Dois drones atingiram a embaixada americana em Riade, causando um pequeno incêndio e danos moderados conforme o Ministério da Defesa saudita. A embaixada recomendou que seus cidadãos permaneçam em casa nas áreas afetadas.

Questionado sobre a possível resposta americana ao ataque, Trump declarou: “Vocês saberão em breve”.

A embaixada dos EUA no Kuwait foi fechada temporariamente devido às tensões crescentes na região.

Desde sábado, o Irã vem respondendo com ataques contra bases militares americanas no Oriente Médio e territórios israelenses.

Israel avisou que o conflito poderá se estender por vários dias. Já Trump mencionou que a guerra pode durar de quatro a cinco semanas, mas ressaltou que os EUA podem agir por mais tempo se necessário.

Trump também afirmou que não hesitaria em enviar tropas à região caso julgue necessário. Seis soldados americanos já foram mortos desde o início dos confrontos.

TV iraniana atacada

Israel ampliou seus ataques ao Líbano em retaliação ao ataque do Hezbollah na segunda-feira.

O Exército israelense anunciou ofensivas simultâneas em Teerã e Beirute contra alvos iranianos e do Hezbollah. Imagens mostram uma grande fumaça sobre a capital libanesa.

O canal Al Manar, ligado ao Hezbollah, informou que suas instalações nos arredores ao sul de Beirute foram bombardeadas durante a noite.

Paralelamente, o Exército de Israel mobilizou tropas em vários pontos do sul do Líbano.

O tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz das Forças Armadas, esclareceu que não se trata de uma operação terrestre, mas de uma medida tática para garantir a segurança da população.

Em Teerã, o Exército israelense anunciou a destruição da sede da rádio e televisão pública (IRIB), embora a emissora afirme que continua operando. Explosões foram ouvidas em várias áreas da capital iraniana de acordo com jornalistas da AFP.

Netanyahu reforça ação militar

Em entrevista à Fox News, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou a operação militar dizendo que era necessário atacar o programa nuclear iraniano antes que ele se tornasse imune.

Após os ataques de junho de 2025, os iranianos começaram a construir novas instalações subterrâneas que poderiam proteger seus programas nucleares em poucos meses, afirmou Netanyahu.

Ele alertou que, sem ação imediata, o Irã poderia ameaçar diretamente os Estados Unidos no futuro.

O Irã segue lançando mísseis e drones contra Israel, que estendeu o fechamento de escolas e a proibição de grandes reuniões até sábado. Explosões foram ouvidas em Jerusalém.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou um ataque significativo a uma base aérea americana no Bahrein, afirmando ter lançado 20 drones e três mísseis que teriam destruído o centro de comando principal.

O Exército dos EUA divulgou no X que destruiu instalações de comando do Corpo da Guarda Revolucionária e bases militares iranianas, além de capacidades de defesa aérea.

O Departamento de Estado americano orientou funcionários não essenciais a deixarem Bahrein, Jordânia e Iraque.

Impactos nos mercados

O conflito crescente gerou incerteza nos mercados financeiros, com aumento acentuado nos preços do petróleo e valorização do dólar.

As bolsas de Tóquio e Seul encerraram o dia com quedas de 3% e 7,24%, respectivamente.

A Guarda Revolucionária reivindicou um ataque contra um petroleiro ligado aos EUA no Estreito de Ormuz, rota vital para transporte de petróleo e gás.

Um general iraniano ameaçou atacar qualquer navio que tente passar pela região. A China, maior compradora do petróleo iraniano, pediu que todas as partes mantenham a segurança no Estreito de Ormuz.

Chris Weston, da corretora Pepperstone, informou que as tarifas para transporte marítimo de grandes navios praticamente dobraram de um dia para o outro.

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