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Ataques de Israel matam 28 em Gaza

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Pelo menos 28 indivíduos perderam suas vidas neste sábado (31) durante bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, conforme informou o serviço local de resgate, horas antes da reabertura parcial da passagem fronteiriça de Rafah.

Mahmud Basal, porta-voz da Defesa Civil sob a autoridade do movimento Hamas, declarou que foram encontrados “vinte e oito corpos, incluindo crianças, mulheres e um idoso” e que “há pessoas presas sob os escombros”.

Os ataques tiveram como alvos residências, tendas e uma delegacia de polícia, causando uma grave crise humanitária. Em uma região chamada Al Mawasi, ao sul da Faixa, onde milhares de deslocados vivem em tendas, um bombardeio deixou vítimas ainda não contabilizadas.

Na Cidade de Gaza, um ataque à delegacia matou sete pessoas, entre policiais e civis. O Exército de Israel afirmou que as ações foram uma resposta a uma violação do acordo de cessar-fogo na cidade de Rafah, ocorrida na sexta-feira, quando combatentes palestinos foram vistos saindo de um túnel.

O Exército destacou que conseguiu atingir quatro comandantes e outros membros do Hamas e da Jihad Islâmica na região. Por sua vez, o Hamas classificou os ataques de hoje como um “crime brutal”.

Reabertura da Passagem de Rafah

Os bombardeios ocorreram horas antes da reabertura anunciada para domingo do posto fronteiriço de Rafah, que conecta Gaza ao Egito, permitindo uma passagem limitada e controlada de pessoas. Rafah é o único ponto de contato com o exterior que não é controlado por Israel.

O organismo israelense COGAT informou que o trânsito será realizado em cooperação com o Egito, mediante autorização das forças de segurança israelenses e sob a supervisão de uma missão da União Europeia, que será responsável pela triagem na passagem.

Essa medida não atende plenamente as exigências do Hamas nem das Nações Unidas, que pedem a entrada irrestrita de ajuda humanitária em Gaza. Munir al Barsh, diretor do Ministério da Saúde de Gaza, denunciou que Israel continua infringindo o acordo, especialmente na restrição de materiais médicos e suprimentos.

O reinício do funcionamento da passagem também possibilitará a chegada do Comitê Nacional para a Administração de Gaza, que gerencia o território temporariamente, integrando um plano para pôr fim ao conflito, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Mesmo com um cessar-fogo frágil desde 10 de outubro, as acusações mútuas entre Israel e Hamas continuam sobre violação dos termos. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 500 pessoas morreram em retaliações israelenses desde o começo de outubro.

Praticamente toda a população de Gaza foi deslocada repetidamente durante os dois anos de guerra, com centenas de milhares vivendo em condições precárias em tendas, numa população total estimada em cerca de dois milhões.

O conflito se intensificou após o ataque surpresa do Hamas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, que resultou em 1.221 mortes, a maioria civis, segundo dados da AFP. Desde então, mais de 71.000 palestinos foram mortos na campanha militar israelense de retaliação, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza, número reconhecido pela ONU.

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