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Ataques israelenses causam 11 mortes no Líbano
Bombardeios realizados por Israel resultaram na morte de pelo menos 11 pessoas no Líbano nesta quarta-feira (4), conforme divulgado pelo Ministério da Saúde e pela imprensa oficial, marcando o quinto dia do conflito no Oriente Médio.
O Líbano entrou no confronto na segunda-feira, após o grupo pró-iraniano Hezbollah lançar um ataque contra Israel em retaliação pela morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.
No sul da capital libanesa, ataques às regiões de Aramun e Saadiyat causaram seis mortes e deixaram oito feridos, conforme um relatório preliminar do Ministério da Saúde.
Na parte oriental do país, na cidade de Baalbek, cinco pessoas perderam a vida e quinze ficaram feridas em um bombardeio israelense a um edifício de quatro andares, segundo a Agência Nacional de Informação (ANI).
Equipes de resgate continuam a trabalhar nos escombros na tentativa de localizar três pessoas desaparecidas.
Em Hazmieh, arredores de Beirute, um hotel foi atingido por bombardeios israelenses, sem informações sobre vítimas.
O Exército israelense ordenou, na manhã desta quarta, a evacuação imediata de 13 cidades e vilarejos no sul do Líbano, preparando-se para atacar o Hezbollah. Avisos semelhantes foram emitidos para outras 16 localidades na mesma região.
O Hezbollah realizou na terça-feira uma série de ataques contra Israel, incluindo um ataque de represália à base naval de Haifa, no norte, justificando como resposta aos bombardeios israelenses em sua área no sul de Beirute.
Desde segunda-feira, o conflito já causou pelo menos 50 mortes e 335 feridos devido aos ataques israelenses ao território libanês, segundo o Ministério da Saúde, dados registrados antes dos recentes bombardeios.
Três socorristas perderam a vida enquanto prestavam atendimento às vítimas de explosões no distrito de Tiro, no sul, conforme informou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em sua rede social.
As autoridades libanesas informam que o combate provocou o deslocamento de mais de 58 mil pessoas no país.
O Exército de Israel afirmou que continuará as operações contra o Hezbollah até que o grupo seja desarmado.

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