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Autoridades suíças admitem falha em inspeção de bar incendiado
Autoridades suíças reconheceram nesta terça-feira (6) que, nos últimos cinco anos, não foram feitas inspeções regulares de segurança no bar onde um incêndio causou a morte de 40 pessoas.
“Não houve inspeções entre 2020 e 2025. Sentimos muito”, declarou em entrevista coletiva Nicolas Féraud, prefeito de Crans-Montana, cinco dias após o desastre no bar Le Constellation.
Em sua primeira declaração pública desde o início da investigação criminal, os franceses Jacques e Jessica Moretti, proprietários do bar, afirmaram estar “arrasados e profundamente tristes”.
“Confiamos plenamente nos investigadores para esclarecer os fatos e eliminar qualquer dúvida. Podem contar com nossa total cooperação e garantimos que não tentaremos, sob nenhuma circunstância, escapar das responsabilidades”, declarou o casal, que está sendo investigado por “homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio culposo”.
A Prefeitura da cidade informou ter revisado todos os documentos encaminhados à Procuradoria do Cantão de Valais após o incêndio, assegurando que esses documentos detalham os “procedimentos administrativos relacionados à conformidade do estabelecimento”.
“Apesar de terem sido realizadas mais de 1.400 inspeções contra incêndio no município em 2025, o conselho municipal lamenta profundamente descobrir que este estabelecimento não passou por inspeções regulares entre 2020 e 2025”, acrescentou.
Foi decidido contratar uma agência externa especializada para inspecionar todos os estabelecimentos públicos e proibir o uso de artefatos pirotécnicos em ambientes internos.
O município de Crans-Montana “continuará se empenhando para evitar que uma tragédia como essa volte a acontecer”.
A polícia de Valais informou na segunda-feira que identificou os 116 feridos no incêndio, dos quais 83 permanecem hospitalizados. A idade média das vítimas fatais é 19 anos.

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