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Economia

Banco Central ajusta juros e defende ação no caso Master

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, declarou hoje que a política monetária do Brasil está passando por uma fase de ajuste fino após um período em que a taxa básica de juros permaneceu alta por bastante tempo.

— A palavra que define esse momento na política monetária é ajuste fino — afirmou Galípolo durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em São Paulo.

Ele destacou que o cenário econômico melhorou, com inflação e expectativas do mercado mais estáveis em comparação ao ano passado, mas frisou que a economia continua mostrando maior resistência do que o previsto:

— A inflação melhorou além do esperado, mas a atividade econômica também demonstrou mais resistência do que imaginávamos.

Galípolo comentou a atuação do Banco Central no caso do Banco Master, esclarecendo questões sobre a oferta de CDBs com rendimentos acima do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Segundo ele, não há ilegalidade nessa prática e ela, isoladamente, não justificaria a intervenção do BC na instituição.

— Não existe regra que proíba captar recursos a uma taxa superior ao CDI. Essa prática, por si só, não seria motivo para que o Banco Central interviesse no banco — explicou.

O BC, no final do ano passado, comunicou ao Tribunal de Contas da União o processo que resultou na liquidação do Banco Master em novembro, citando uma crise grave de liquidez que impediu o banco de honrar seus compromissos pontualmente.

No início deste mês, o Banco Central solicitou a Controladoria-Geral da União que auxiliasse na investigação interna sobre as razões da liquidação do banco e a conduta dos membros do BC durante o processo.

Galípolo salientou que, embora o banco tenha pequena participação no mercado, a complexidade do caso exigiu uma apuração minuciosa, lembrando que anteriormente o BC foi criticado por medidas semelhantes.

Ele também expressou gratidão ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ressaltou que 2025 foi um ano em que o Banco Central teve de intensificar seu papel para proteger a estabilidade econômica e financeira do país:

— Ter autonomia para agir livremente, além do apoio do presidente da República, é fundamental para o nosso trabalho.

Galípolo agradeceu à ABBC e a várias organizações do setor financeiro pelo apoio público durante este período difícil:

— Receber esse suporte da opinião pública e das entidades do setor é crucial para iluminar e esclarecer os fatos.

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