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Banco Central detecta indícios de benefícios irregulares por servidores no caso Master

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O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (4) que identificou sinais de recebimento de vantagens ilegais por dois servidores afastados ligados ao Banco Master, durante uma revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação da instituição.

Imediatamente após a constatação, os dois servidores, juntamente com o acesso aos prédios e sistemas do BC, foram suspensos cautelarmente. Além disso, os indícios de crime foram reportados à Polícia Federal.

Paulo Sérgio de Souza e Belline Santana foram os alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero nesta quarta-feira, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator do caso Master na corte.

Segundo as averiguações da PF, os dois servidores são suspeitos de prestar consultoria informal para Vorcaro. Ambos já haviam deixado seus cargos por decisão administrativa do BC no âmbito da investigação interna do caso Master.

O Banco Central afirmou que constataram existência de indícios de obtenção de vantagens indevidas por esses dois servidores do quadro permanente da instituição, durante uma revisão de seus processos internos.

O órgão reforça sua fé no trabalho realizado pela Polícia Federal, considerando-o essencial para esclarecer completamente os fatos.

O BC informou que procedimentos de correição foram instaurados para apurar a situação e que as condutas inadequadas identificadas serão devidamente sancionadas, sempre respeitando o devido processo legal e o direito à ampla defesa.

A investigação revelou que os servidores orientavam estrategicamente as reuniões institucionais, a elaboração de documentos e a abordagem de questões sensíveis perante órgãos reguladores.

Ambos integravam um grupo de mensagens com Vorcaro, criado para facilitar a comunicação e a discussão de estratégias relacionadas aos interesses do Banco Master.

Na época, Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza ocupavam os cargos de chefe e chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do BC, responsável por monitorar instituições financeiras.

Paulo Sérgio de Souza também foi diretor de Fiscalização entre 2017 e 2023. Belline Santana chegou a ser considerada para substituir Souza na diretoria, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou pelo nome de Ailton Aquino.

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