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Banco Central encerra atividades do banco digital Will Bank, do grupo Master

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O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira a liquidação extrajudicial do Will Bank, uma instituição financeira digital controlada pelo grupo Master, após avaliar que a situação econômica e financeira do banco se tornou insustentável. Essa decisão encerra o período de administração especial temporária iniciado em novembro, quando o BC ainda analisava a possibilidade de venda do banco.

Mesmo depois da liquidação do Banco Master, em 18 de novembro de 2025, o Will Bank continuou operando. Naquela época, havia interesse de investidores em adquirir o banco digital, o que poderia minimizar perdas para o sistema financeiro, mas as negociações não avançaram no prazo máximo de 120 dias definido para o regime especial.

O agravamento da crise ficou evidente em 19 de janeiro, quando o Will Bank não cumpriu os pagamentos à Mastercard. Em resposta, a Mastercard bloqueou a instituição, suspendendo as transações com cartões emitidos pelo banco, o que inviabilizou a continuidade das operações.

Diante desse cenário, o Banco Central concluiu que a liquidação era inevitável, citando insolvência, prejuízo à saúde financeira do banco e o vínculo de controle com o Banco Master, também em liquidação. A decisão foi oficializada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

“Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, devido à sua insolvência, à sua situação econômico-financeira comprometida e ao vínculo de controle com o Banco Master S.A., já em liquidação extrajudicial”, afirmou o BC.

O Will Bank, formalmente chamado Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, fazia parte do conglomerado Master, classificado como pequeno porte no segmento S3 da regulação prudencial. O grupo respondia por 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

Antes da liquidação, a situação operacional do banco já estava deteriorada. A Mastercard executou garantias vinculadas à dívidas do Will Bank, adquirindo participações importantes na varejista Westwing e no Banco de Brasília (BRB).

Com a liquidação, as atividades do Will Bank foram suspensas e a instituição retirada do Sistema Financeiro Nacional. Os bens dos controladores e ex-administradores ficaram indisponíveis conforme a lei, e um liquidante nomeado pelo Banco Central assumiu a condução do processo, fixando 24 de novembro de 2025 como data legal da liquidação.

A falta de venda do banco deve aumentar as perdas do Fundo Garantidor de Créditos, que deverá ressarcir até R$ 250 mil por investidor em títulos garantidos pelo grupo Master, podendo chegar a R$ 40,6 bilhões para cerca de 800 mil investidores, o maior pagamento já realizado pelo fundo.

O Banco Central afirmou que continuará adotando medidas para apurar responsabilidades dentro de suas competências legais, o que pode resultar em sanções administrativas e encaminhamento para outras autoridades.

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