Conecte Conosco

Economia

Base: nova bolsa com tarifas justas chega em 2027

Publicado

em

Controlada pelo Mubadala, a Base Exchange pretende desafiar o monopólio da B3 ao lançar uma nova bolsa de ações à vista com sistema próprio de clearing até o início de 2027. Em entrevista exclusiva ao Broadcast, o CEO da Base, Claudio Pracownik, informou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já concluiu os testes e que a avaliação técnica do Banco Central deve iniciar após o carnaval.

Com uma estrutura enxuta, tecnologia própria e sistemas em nuvem, a Base aposta em tarifas mais justas e na redução do custo total das operações.

Quando a Base será lançada?

Como é algo inédito, é difícil prever com exatidão, mas os testes do Banco Central devem começar logo após o carnaval. O cronograma prevê o início das operações no fim de 2026 ou início de 2027, dependendo da aprovação dos reguladores, pois corretores só poderão se integrar após autorização oficial.

Quais etapas ainda faltam?

Na CVM, os testes foram concluídos com a participação do Banco Central como ouvinte, ambos satisfeitos. O próximo passo é a decisão do colegiado, mas está suspenso até finalizar os testes do Banco Central que são essenciais para a aprovação da clearing própria da Base.

Clearing é um desafio para aprovação?

Não. O Banco Central exige que a clearing esteja no mais alto nível para ser um modelo para o mercado, o que a Base está alinhada para cumprir.

Perspectiva para 2026?

Se o mercado reagir positivamente ao resultado da eleição presidencial, o segundo semestre poderá abrir uma boa janela para IPOs. A Base planeja lançar a bolsa em um momento de maior estabilidade e otimismo para aberturas de capital, mostrando otimismo para um cenário melhor após a eleição.

Fusões são consideradas?

Isso depende dos controladores. Atualmente, o mercado é monopolizado e os concorrentes são tímidos em comparação à B3. Eventualmente, haverá uma consolidação para eficiência, e a Base, com seu acionista relevante, tem potencial para liderar esse processo, mas a decisão cabe ao conselho.

Liquidez com duas bolsas?

Investidores estrangeiros valorizam mercados com mais de uma bolsa e clearing, pois permitem hedge, entrada e saída mais segura. Experiências indicam aumento de 20% a 25% no volume e redução de custos entre 25% a 30% após a chegada de concorrência direta.

Tarifas mais baixas?

A Base não promete tarifas baixas, mas sim justas. Propõe eficiência nas chamadas de margem, o que reduz custos implícitos. Também sugere redução opcional do ciclo de liquidação para liberar garantias mais cedo, diminuindo custo de oportunidade.

Diferenciais nos custos?

A Base será mais barata devido à estrutura enxuta, menos fornecedores, tecnologia proprietária e uso de nuvem. Não possui sede luxuosa nem centro de processamento de dados próprio, utilizando sistema escalável e tecnologia de ponta.

Criptoativos na Base?

No momento, não. Considera que criptoativos têm fundamentos e características diferentes e competem com ativos tradicionais da bolsa. No futuro, a infraestrutura de cripto, como blockchain, pode ser usada, especialmente para serviços depositários com operação 24×7.

Quais ativos estarão disponíveis inicialmente?

A Base começará com mercado à vista para ações, aluguel, cotas de FIIs, ETFs e BDRs. Futuramente, pretende protocolar mercado de futuros e derivativos, mas aguarda a operação estabilizada do mercado à vista para ampliar os produtos.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados