Economia
bc exige que brb reserve r$ 2,6 bi para perdas do caso master
O Banco Central enviou um comunicado ao Banco de Brasília (BRB) solicitando que seja feita uma provisão de R$ 2,6 bilhões para ajustar o balanço financeiro da instituição, devido a um envolvimento em uma operação de aquisição de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master. O valor exato ainda será discutido entre o Banco Central e o BRB, que realiza suas próprias avaliações dos ativos e tem margem para negociar alternativas com a autoridade monetária.
Segundo informações inicialmente publicadas pelo jornal Valor Econômico e confirmadas pelo Estadão, o BRB declarou que está trabalhando em colaboração com o Banco Central e que uma investigação independente está em andamento para apurar o caso. Caso seja confirmado o prejuízo, o banco já possui um plano pronto para aporte de capital.
Caso os prejuízos sejam confirmados, o BRB possui um plano de capital que prevê aporte por meio de diversos instrumentos para recomposição financeira. O banco reforça sua solidez, apresentando patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e garantindo todos os serviços financeiros, afirmou em nota.
Contexto do caso
Em março de 2025, o BRB apresentou proposta para adquirir parte do Banco Master, porém o Banco Central recusou a compra em setembro, e o Banco Master foi liquidado em novembro.
Desde julho de 2024, o BRB vinha adquirindo carteiras de crédito consignado do Banco Master, totalizando aproximadamente R$ 16 bilhões. No entanto, a maior parte dessas carteiras, cerca de R$ 12,2 bilhões, eram fraudulentas, conforme investigações da Polícia Federal.
O BRB então começou a substituir esses ativos do Master por outros ativos próprios do banco, embora nem toda a carteira tenha sido trocada, segundo depoimento do ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, revelado pelo Estadão.

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