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Economia

Benefícios do acordo UE-Mercosul para o Brasil, segundo Haddad e Tebet

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Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) expressaram seu entusiasmo nesta sexta-feira (9) com a notícia da aprovação do tratado comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Nas redes sociais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o acordo como um marco histórico e um indicativo para um futuro de pluralidade e oportunidades.

“Este acordo é histórico, não apenas por seu valor econômico, mas principalmente por seu impacto geopolítico. Uma nova via de cooperação se abre neste período desafiador, apontando para um caminho de pluralidade e oportunidades”, afirmou Haddad.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ressaltou que o acordo vai garantir que produtos brasileiros alcancem mais consumidores, aumentar os investimentos e contribuir para a diminuição da inflação no país.

“Este é um momento histórico para o multilateralismo. O acordo entre Mercosul e União Europeia representa um dos movimentos econômicos mais significativos das últimas décadas para o Brasil e para o bloco sul-americano. Ele traz mais acesso a mercados consumidores, maior investimento, mais integração entre os países e, acima de tudo, mais produtos disponíveis que ampliam a competição, ajudando a reduzir ainda mais a inflação. Essa iniciativa combina crescimento econômico, geração de empregos e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, declarou a ministra em comunicado oficial.

Sobre o acordo Mercosul-UE

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que a maioria dos países integrantes da União Europeia aprovou o tratado de livre comércio com o Mercosul — composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O acordo implica na redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões, áreas estratégicas para a competitividade do Brasil.

Além disso, há oportunidades para setores como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas, e produtos químicos. As tarifas para diversas commodities serão reduzidas progressivamente até serem zeradas, dentro de cotas estabelecidas.

Reações e próximos passos

Nas redes sociais, o presidente Lula qualificou o resultado como “uma vitória do diálogo”.

“Esta é uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre países e blocos”, afirmou o presidente.

Lula ressaltou que o acordo, que beneficia ambos os blocos, sinaliza um compromisso em favor do comércio internacional. O presidente brasileiro foi uma peça-chave para a tramitação do acordo, buscando finalizá-lo no final do ano anterior, quando o Brasil liderava o Mercosul. Para ele, o tratado era uma prioridade.

Líderes europeus também celebraram a aprovação.

De acordo com a agência Reuters, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE indicaram as posições de seus países hoje pela manhã, mas a confirmação do voto escrito deve ocorrer até as 17h (13h em Brasília).

Conforme também reportou a Reuters, pelo menos 15 países, que somam aproximadamente 65% da população do bloco europeu, votaram a favor da assinatura, conforme exigido.

Se confirmado oficialmente, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá visitar o Paraguai já na próxima semana para ratificar o acordo com os integrantes do Mercosul.

Para que o tratado entre em vigor, o Parlamento Europeu ainda precisa aprová-lo.

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