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Bloqueio no Golfo Pérsico causa grande risco para o meio ambiente, alerta Greenpeace
Navios petroleiros estão presos no Golfo Pérsico devido à guerra no Oriente Médio, carregando cerca de 14 milhões de toneladas de petróleo cru, o que representa um sério perigo ambiental, conforme alerta o Greenpeace nesta sexta-feira (6).
Mais de 68 navios petroleiros recheados ficaram retidos pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial que está fechada pela Guarda Revolucionária iraniana desde o começo da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, conforme apontado em um estudo pela divisão alemã do Greenpeace.
A organização alerta que as hostilidades e a interferência nos sistemas de navegação elevam o risco de acidentes, ressaltando que vários navios já foram alvejados desde o início do conflito.
Com o monitoramento dos movimentos das embarcações e imagens de satélite, o Greenpeace estima que o volume de petróleo aprisionado corresponde aproximadamente ao consumo anual da Grécia.
O estudo destaca ainda que as águas do Estreito de Ormuz e do Golfo contêm ecossistemas frágeis, como recifes de coral, manguezais e pradarias marinhas, que são habitats essenciais para muitas espécies.
Nina Noelle, porta-voz da organização, alerta que as populações locais sofrem as consequências de uma agressão que viola o direito internacional e beneficia os interesses das fontes de energia fósseis.
Ela enfatiza que um derramamento de petróleo causaria danos a esses ecossistemas únicos e prejudicaria os meios de vida das comunidades por muitos anos. Por isso, cobra o fim imediato do emprego da força militar, o respeito às normas internacionais e a busca por soluções diplomáticas.
Desde segunda-feira, apenas nove embarcações comerciais, incluindo petroleiros, cargueiros e navios-tanque, foram observadas atravessando o Estreito de Ormuz. Alguns destes navios às vezes escondem suas localizações, de acordo com dados do MarineTraffic analisados pela AFP nesta sexta-feira.
Além disso, a empresa de análise Kpler informou na quarta-feira que o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz caiu cerca de 90% em relação à semana anterior.

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