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Bolsonaristas bloqueiam Câmara e ocupam auditório para impedir votações
Deputados aliados a Bolsonaro intensificaram nesta quarta-feira à tarde a mobilização contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após uma noite de vigília nos dois principais plenários do Congresso, os parlamentares passaram a ocupar também o auditório Nereu Ramos.
A ocupação do espaço ocorreu por volta das 14h e, segundo deputados da oposição, foi uma reação a uma tentativa de realizar sessões legislativas no local para contornar o bloqueio.
Essa movimentação acontece em meio a diversas tentativas da oposição de travar votações e pressionar a presidência da Câmara.
Na terça-feira, a Mesa Diretora limitou o acesso aos plenários a partir das 19h, permitindo apenas a entrada de parlamentares, numa ação para evitar tumultos e imagens que pudessem ser usadas politicamente.
O auditório Nereu Ramos tem um simbolismo importante, pois é usualmente reservado para audiências públicas e cerimônias oficiais da Câmara.
Nos bastidores, líderes governistas acusam os bolsonaristas de promoverem um “clima de confusão” e tentarem transformar o Congresso em um campo de batalha política.
— Uma conduta contra a democracia e o parlamento. O exercício parlamentar se dá na palavra. Impedir a palavra é um ato autoritário que a sociedade brasileira não pode aceitar — afirmou a deputada Maria do Rosário.
Por outro lado, os apoiadores de Bolsonaro dizem que tais ações são legítimas manifestações contra o que chamam de perseguição judicial ao ex-presidente. Eles exigem anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, o fim do foro privilegiado e o impedimento de Alexandre de Moraes para conter o movimento.
— Já organizamos a escala para o final de semana. A mobilização não vai cessar — declarou o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

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