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Bolsonaro quer autorização para visita de assessor americano

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma permissão especial para que o assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, possa visitá-lo durante uma missão oficial no Brasil. O pedido foi apresentado nesta terça-feira.

Na solicitação, os advogados explicam que Beattie, que atua como assessor sênior para políticas relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado, estará em Brasília por um breve período, o que impossibilita a visita nos dias normais de visitação, atualmente às quartas e sábados. Por isso, a defesa pede autorização para o encontro excepcionalmente nos dias 16 ou 17 de março.

Os representantes legais destacam que essa restrição se deve a compromissos diplomáticos e classificam o pedido como pontual, excepcional e planejado previamente. Além disso, solicitaram permissão para que o assessor seja acompanhado por um intérprete, garantindo a comunicação adequada durante a visita, visto que Bolsonaro não domina completamente o inglês.

No pedido, os advogados reforçam que o ministro relator, Alexandre de Moraes, já admitiu anteriormente a possibilidade de ajustes temporários no regime de visitas por motivos administrativos e operacionais, tendo autorizado mudanças pontuais nos dias de visitação antes.

Bolsonaro está detido desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Recentemente, a Primeira Turma do STF manteve, em decisão virtual, a negativa para o pedido de prisão domiciliar feito por Bolsonaro. Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin apoiaram o relator para que o ex-presidente continue custodiado na Papudinha.

No voto apresentado, Alexandre de Moraes afirmou que o local de prisão é adequado para as necessidades médicas do ex-presidente e avalia que as condições para o cumprimento da pena são totalmente satisfatórias. O ministro também mencionou a grande quantidade de visitas feitas a Bolsonaro, incluindo políticos como deputados, senadores e governadores, indicando que o ex-presidente mantém intensa atividade política apesar da detenção.

De acordo com Moraes, Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos desde sua prisão, o que corresponde a uma média de três consultas diárias. No mesmo intervalo, teve 36 visitas de terceiros, participou de 33 sessões de caminhada e recebeu a visita de seus advogados em 29 ocasiões.

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