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Bolsonaro: seguidores protestam após sanções dos EUA
Milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram neste domingo em diversas cidades brasileiras, em resposta às sanções impostas pelos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
“Estou aqui para defender nosso povo contra a censura e as arbitrariedades que vêm sendo cometidas”, afirmou à AFP a estenógrafa Valdeciria Galvão, participante do ato em Brasília.
A maioria dos presentes trajava verde e amarelo. Alguns agitavam bandeiras americanas e mostravam cartazes com a frase “Obrigado, Trump”.
Bolsonaro, de 70 anos, residente na capital, não pôde comparecer ao protesto. Sob vigilância eletrônica e investigado por possível obstrução da justiça em seu processo por tentativa de golpe de Estado, ele deve permanecer em casa durante a noite e fins de semana.
Na última quarta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA aplicou sanções financeiras a Alexandre de Moraes, responsável pelo julgamento, e criticado por apoiadores de Bolsonaro por sua atuação contra desinformação, vista por eles como censura.
No mesmo dia, o presidente americano Donald Trump falou em “caça às bruxas” contra seu aliado brasileiro e anunciou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros importados, válida a partir de 6 de junho.
“Apoio totalmente essas sanções, pois acredito que, sem solução interna, precisamos buscar medidas externas”, disse a professora Maristela dos Santos, 62 anos, na manifestação da Praia de Copacabana, Rio de Janeiro.
Envolta em uma bandeira dos EUA, Maristela expressou que não teme diretamente as consequências econômicas da sobretaxa. “Minha preocupação é que o Brasil se torne semelhante à Venezuela, onde há escassez de alimentos sob o regime de Nicolás Maduro.”
Para o empresário Paulo Roberto, 46 anos, as tarifas americanas são um revés necessário: “Por vezes, é preciso retroceder para avançar e alcançar maior liberdade e melhor qualidade de vida no futuro.”

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