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boulos critica governadores e planalto negocia preço do diesel
Após encontro com representantes dos caminhoneiros nesta quarta-feira (25) no Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, expressou críticas aos governadores por não aceitarem a redução do ICMS sobre o diesel.
— Observamos um aumento exagerado no preço do diesel nos últimos dias devido à especulação por parte das distribuidoras e postos de combustíveis. Os caminhoneiros não devem arcar com as consequências da ganância dessas distribuidoras que elevam artificialmente os preços, mesmo com a isenção do PIS e Cofins. Da mesma forma, os caminhoneiros não podem sofrer o impacto da relutância de alguns governadores em mexer no ICMS para estabilizar o custo do combustível, especialmente do diesel, diante dessa situação difícil — afirmou o ministro.
Na terça-feira, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou que o governo apresentou uma proposta aos estados para dividir os custos da subvenção do diesel importado, oferecendo um desconto de R$ 1,20 por litro, sendo que cada estado arcaria com R$ 0,60 por litro.
Essa nova alternativa substitui a proposta anterior de desonerar o ICMS sobre o diesel importado. Segundo Durigan, a renúncia fiscal estimada é similar à proposta inicial, cerca de R$ 3 bilhões em dois meses, divididos igualmente entre a União e os estados. A medida teria validade até 31 de maio.
Na mesma quarta-feira, Boulos afirmou que o governo se compromete a intensificar fiscalizações e criar uma mesa de diálogo com a categoria enquanto a medida provisória que reforça o poder da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para punir o descumprimento das regras de frete ainda está em tramitação no Congresso.
Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos e participante da reunião, destacou que a categoria não será usada para interesses políticos.
— O governo cumpriu seu papel, agora nossa luta é com os deputados. Veremos se eles estarão ao lado dos caminhoneiros e da população, ou das grandes empresas.


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