Economia
Brasil busca atrair investimentos internacionais com sinais claros, diz presidente do BC
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (11) que o Brasil está em um período de esperança e necessita transmitir mensagens claras para investidores estrangeiros com o objetivo de captar capital privado internacional. A declaração foi dada durante a CEO Conference, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.
De acordo com Galípolo, o Brasil enfrenta um desafio estrutural relacionado à baixa produtividade econômica. Ele destacou que os reajustes salariais no país têm ultrapassado tanto a inflação quanto o crescimento da produtividade:
“Um dos pontos centrais para o país é debater como criar um ambiente mais favorável e atrativo para o investimento privado, permitindo que esse investimento gere ganhos sustentáveis em produtividade. Isso não ocorrerá instantaneamente […] Estamos em um momento de expectativa, onde tudo depende das nossas ações para que o Brasil se apresente mundialmente como um polo de atração para investimentos privados”.
Galípolo ressaltou que a melhoria na qualidade de vida impulsionada pelo crescimento econômico está fortemente vinculada ao aumento da produtividade. Ele mencionou que esse progresso deve contribuir para a condução adequada da política monetária, o equilíbrio fiscal e outros aspectos importantes.
Além disso, o presidente do BC mencionou a necessidade de uma análise mais profunda sobre o motivo pelo qual o Brasil precisa manter taxas de juros mais altas do que seus pares para controlar a inflação:
“A questão central é entender por que o Brasil apresenta taxas de juros superiores em comparação com outros países semelhantes”.
Ao comentar sobre as perspectivas para o restante do ano, Gabriel Galípolo apontou diversas fontes de incerteza, como o cenário geopolítico global e as eleições nacionais, indicando que o Banco Central deverá adotar uma postura prudente:
“Para o que resta do ano, nosso papel será de reação baseada na análise cautelosa dos dados. Serenidade significa que o Banco Central age de forma constante e segura, comparável a um transatlântico ao invés de um jet ski, evitando movimentos bruscos e optando por uma condução comedida”.

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