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Brasil e México apoiam candidatura de Bachelet à ONU
Brasil e México decidiram apoiar sozinhos a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas (ONU), após a desistência formal do Chile.
Em resposta à retirada do governo de José Antonio Kast, Bachelet afirmou que continuará sua candidatura de forma independente, contando com o suporte dos governos do Luiz Inácio Lula da Silva e da Claudia Sheinbaum.
“Seguirei trabalhando em conjunto com os governos do Brasil e do México, que apresentaram minha candidatura, reforçando o caráter coletivo deste projeto”, declarou a ex-presidente em 24 de abril.
No dia seguinte, a presidente mexicana destacou no Palácio Nacional que continuará apoiando Bachelet, considerando-a “a pessoa ideal para liderar as Nações Unidas”, destacando sua visão para a reconstrução da entidade como um órgão internacional de resolução de conflitos.
“Continuaremos oferecendo nosso apoio. Terei uma conversa com ela em breve e veremos se o Brasil também mantém esse suporte”, afirmou Sheinbaum em 25 de abril.
Representantes do governo brasileiro, consultados no Itamaraty e no Palácio do Planalto, indicaram que o endosso à candidatura permanece inalterado.
Até o momento, o presidente Lula não se manifestou publicamente, em razão de sua agenda interna e de uma “cortesia diplomática” diante da delicada reação política no Chile à decisão do presidente Kast.
Lula tem buscado manter uma relação pragmática e próxima com Kast, evitando conflitos. O presidente chileno criticou o lançamento da candidatura de Bachelet na reta final do governo Gabriel Boric, sem consultas à nova administração, e solicitou uma reunião presencial com Lula e Sheinbaum.
Lula não compareceu à posse de Kast após o convite do chileno ser estendido ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário político de Lula nas eleições presidenciais. Em resposta, Lula enviou uma carta convidando Kast a visitar Brasília.
Debate e novos candidatos
A ONU agendou para 20 de abril o primeiro debate entre os candidatos, em Nova York, disputando a sucessão do atual secretário-geral, o português António Guterres, a partir de 2027.
A Assembleia Geral da ONU anunciou que o governo das Maldivas retirou o apoio à diplomata argentina Virginia Gamba. Assim, permanecem quatro candidatos:
- Rafael Grossi (Argentina)
- Michelle Bachelet (Brasil e México)
- Rebeca Grynspan (Costa Rica)
- Macky Sall (Burundi)
Para membros do governo Lula, a quantidade de candidatos leva a expectativa de que novas candidaturas surjam até o meio do ano, quando a eleição será decidida no Conselho de Segurança da ONU.


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