Mundo
Brasileira relata xenofobia em aeroporto da Alemanha
Fernanda Arantes, humorista brasileira residente na Alemanha, compartilhou em suas redes sociais um episódio de xenofobia vivido durante um atendimento no aeroporto de Berlim pela companhia aérea Lufthansa.
A empresa aérea respondeu nos comentários da publicação, expressando pesar pelo ocorrido e assegurou que realizará uma investigação interna para esclarecer os fatos.
Em um vídeo novo divulgado na quinta-feira (5), Fernanda contou que a companhia a procurou para oferecer 300 euros e propôs a assinatura de um acordo extrajudicial para resolver o caso, oferta que ela rejeitou, afirmando que “não está à venda” e indicando que pretende levar o assunto à Justiça.
Fernanda relatou que, ao tentar pagar por uma mala extra, enfrentou dificuldade de comunicação com uma atendente da Lufthansa, que insistiu para que ela falasse alemão, apesar de ela ter pedido para falar em inglês. Após a atendente verificar o passaporte brasileiro, iniciou um comportamento discriminatório, ordenando que Fernanda recolhesse seus pertences e “voltasse para o seu lugar”.
Em lágrimas, a humorista contou também que, ao retornar para pegar uma mala esquecida, ouviu insultos, como a sugestão de que ela deveria usar óculos para se ver melhor, acompanhados da mesma ordem para “voltar para o seu lugar”.
Tentativas de identificar a funcionária discriminatória foram frustradas, pois nem o supervisor da equipe quis revelar o nome da atendente. A brasileira registrou o ocorrido na polícia do aeroporto, preferindo deixar o registro oficial para outro momento para não perder seu voo.
O vídeo do relato já ultrapassa 1,7 milhão de visualizações e recebeu apoio massivo do público brasileiro, que pressionou a Lufthansa por uma resposta contundente.
Resposta da Lufthansa e oferta de compensação
Após a repercussão, a Lufthansa declarou, através de comentários nas redes sociais, que lamentava a situação e que abriria uma investigação. Contudo, no dia seguinte, a companhia enviou um e-mail à Fernanda oferecendo 300 euros como compensação e sugerindo que assinasse um acordo extrajudicial para encerrar o caso, proposta que a humorista recusou.
Fernanda enfatizou que não aceitará o silenciamento e que continuará denunciando o ocorrido, afirmando que qualquer valor eventualmente ganho na Justiça será doado a um centro de apoio a refugiados em Berlim.
Ela também criticou a resposta da Lufthansa por não reconhecer adequadamente a extensão dos acontecimentos, focando apenas na questão da bagagem, sem abordar o restante do comportamento discriminatório vivenciado.

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