Economia
BRB descarta intervenção e considera venda de ativos do Master
Banco de Brasília (BRB) afirmou nesta segunda-feira (19) que não há risco de intervenção e que possui capital suficiente para enfrentar os desdobramentos das investigações ligadas ao Banco Master.
Em comunicado, a instituição governamental do Distrito Federal informou que avalia a possibilidade de vender ativos recuperados do banco privado para reforçar sua saúde financeira.
O banco reagiu a rumores sobre uma necessidade urgente de aporte financeiro, esclarecendo que eventuais decisões para reforço de capital serão tomadas somente após auditorias independentes e análises conduzidas pelo Banco Central.
De acordo com o BRB, há um plano estruturado para recomposição de capital caso seja necessário, e que aportes do controlador não impactarão os recursos destinados às políticas públicas.
Mais cedo, o Ministério da Fazenda emitiu nota desmentindo que o ministro Fernando Haddad tenha discutido com o governo do Distrito Federal ou a direção do BRB a urgência de aporte financeiro ou risco de intervenção.
Auditorias e balanço
O banco explicou que possíveis prejuízos ainda estão sob análise de auditoria independente e do Banco Central, razão pela qual não divulgou seu balanço do terceiro trimestre e não há informações públicas atualizadas sobre sua situação financeira.
As operações referentes ao caso estão sendo investigadas por uma empresa especializada com acompanhamento das autoridades. O BRB destacou que continua suas operações normalmente e que quaisquer números divulgados publicamente sem confirmação oficial são apenas especulações.
Impacto do Banco Master
O BRB foi afetado pela crise do Banco Master, que está sob investigação por suspeitas de fraudes em carteiras de crédito. Informações do Banco Central indicam que o banco estatal adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras depois consideradas fraudulentas, que foram substituídas e ainda estão em análise.
Adicionalmente, o BRB teria investido mais de R$ 5 bilhões no Master por meio de outras operações, como compra de cotas de fundos de investimento. A nova gestão, que assumiu no ano passado, está avaliando o impacto dessas operações realizadas durante 2024 e 2025.
Desenquadramento e medidas
As transações com o Master levaram o BRB a ultrapassar temporariamente os limites prudenciais exigidos pelo Banco Central, ficando fora das normas em janeiro e fevereiro de 2025. Como consequência, o BC restringiu novas aquisições de ativos financeiros e solicitou um plano de solução com prazo de seis meses desde outubro do ano passado.
Mesmo diante deste cenário, a possibilidade de aporte financeiro por parte do Governo do Distrito Federal aumenta a capacidade do BRB para superar a crise. A instituição reafirmou que não recebeu nenhuma notificação formal do Banco Central exigindo aporte imediato.

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