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briga interna no pl em sp por vaga no senado mexe com família bolsonaro

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A saída do ex-deputado Eduardo Bolsonaro do cenário político paulista e sua estadia nos Estados Unidos abriram espaço para uma intensa disputa dentro do PL pelo Senado estadual. Essa disputa reflete uma verdadeira batalha entre diferentes grupos do bolsonarismo, inclusive dentro da própria família.

Sem a participação direta de Eduardo, que liderava algumas pesquisas eleitorais, pelo menos seis políticos emergiram como alternativas para preencher sua vaga.

Ao mesmo tempo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) busca montar sua própria chapa no estado, incluindo o ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) como candidato ao Senado, em uma composição ainda indefinida com outro nome do PL. Neste ano, serão escolhidos dois representantes por estado para a Casa.

Embora cassado pela Câmara por faltas, Eduardo Bolsonaro não está inelegível, mas um retorno ao Brasil este ano parece improvável, segundo seus aliados. Ele enfrenta um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta coação ao Judiciário, com alta probabilidade de condenação.

Essa situação tem provocado divisões dentro da família. Eduardo tenta garantir apoio para seu amigo, o deputado estadual Gil Diniz, que esteve nos Estados Unidos recentemente e recebeu um pedido direto para concorrer ao Senado e preservar a influência do grupo.

Por sua vez, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também movimenta esforços para fortalecer aliadas do PL Mulher, indicando a deputada federal Rosana Valle nas pesquisas internas, embora Rosana prefira focar na reeleição e não confirme intenção de concorrer ao Senado.

Inicialmente, o PL de São Paulo considerou o irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro, para a vaga, contudo ele decidiu concorrer à Câmara, evitando o risco maior de uma disputa majoritária.

Nos bastidores, dirigentes do PL relatam que o grupo de Tarcísio quer impor sua própria chapa com Derrite e outro candidato fora do PL. O ex-presidente Jair Bolsonaro mantém neutralidade, mantendo vários candidatos na disputa.

O deputado Marco Feliciano figura como um dos candidatos persistentes, apesar da resistência por ser considerado pouco viável para uma eleição majoritária.

Outro nome é o vice-prefeito paulistano, coronel Mello Araújo, que atrai eleitores voltados para segurança pública, mas que tem forte oposição na base do prefeito Ricardo Nunes.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que ainda não há definição, com Feliciano, Mello Araújo e Renato Bolsonaro entre as possibilidades, mas aguarda orientação de Bolsonaro.

Conflito Familiar

A indefinição no estado impacta o projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro, que depende de um palanque forte em São Paulo para ampliar sua projeção nacional.

Aliados de Flávio defendem que a família apoie a chapa de Tarcísio, mesmo sem candidatos do PL, para evitar que a direita se fragmente e perca espaço para a esquerda, considerada forte no estado.

A antipatia da família Bolsonaro pelo ex-ministro Ricardo Salles é antiga, pois ele deixou o PL após desentendimentos relacionados à disputa na Prefeitura de São Paulo. Apesar da simpatia do ex-presidente por Salles, apoiá-lo significaria aceitar um dissidente em detrimento de nomes do PL.

Os líderes do PL pretendem fechar a decisão até o Carnaval para evitar que a vaga seja ocupada por candidatos fora do controle do partido.

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