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Caiado e Flávio discutem mudança do governador para o PSD

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A decisão do Ronaldo Caiado de sair do União Brasil e ingressar no PSD foi precedida por conversas estratégicas com o grupo político ligado ao bolsonarismo, nas quais o governador de Goiás manifestou seu descontentamento com o atual partido e ouviu propostas para uma posição nacional em 2026 que aceite múltiplas candidaturas da direita no primeiro turno. Uma dessas conversas aconteceu com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato presidencial.

Caiado, que está em seu segundo mandato à frente do governo de Goiás e vinha se preparando para ser um nome forte na corrida presidencial, já demonstrava insatisfação com o União Brasil, partido que, em sua visão, não oferecia respaldo para um projeto nacional e focava mais em alianças regionais. A saída ocorreu no momento em que ele busca se reposicionar no centro-direita dentro do PSD, partido que também abriga outros possíveis candidatos à presidência, como os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

Antes de oficializar a mudança, o governador comunicou suas preocupações ao círculo próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro em Goiânia antes do Natal e manteve o contato em Brasília dias depois, pouco antes da viagem do senador para o exterior. A última reunião foi há uma semana na residência de Flávio em Brasília, com participação do senador Rogério Marinho (PL-RN) via chamada de vídeo. Nenhum dos envolvidos comentou publicamente.

Aliados de Caiado informaram que ele já manifestou a intenção de sair do União, embora sem uma decisão definitiva, pois não podia esperar por definições internas que poderiam prejudicar seu projeto nacional.

“A candidatura é legítima. Temos um adversário comum, o PT”, disse Marinho, confirmando conversa com o governador por vídeo.

Os contatos seguiram até o último domingo.

Segundo apoiadores do governador, Caiado ouviu de Flávio e Marinho o argumento de que o campo conservador não deve se limitar desde já a uma disputa polarizada apenas entre o PT e um único adversário.

Marinho sugeriu que o grupo adotasse um modelo semelhante ao chileno, inspirado na eleição que levou José Antonio Kast à presidência após vitória sobre Gabriel Boric. Essa eleição foi marcada por fragmentação no primeiro turno e recomposições no segundo turno.

Essa estratégia permitiria a existência de várias candidaturas à direita desde o início, ocupando diferentes segmentos do eleitorado, testando lideranças e reforçando o campo conservador, com a perspectiva de união posterior contra o PT.

No União Brasil, Caiado considerava que tinha pouco a perder com a mudança: sem estrutura nacional, tempo de televisão suficiente e envolvimento do partido para sua candidatura, optou por sair para manter seu protagonismo e evitar ficar dependente de decisões futuras que pudessem inviabilizar sua candidatura. Fontes do PSD confirmam que o governador não recebeu garantias sobre a candidatura e que o partido está avaliando seus três nomes antes de definir um candidato.

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