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Caiado nomeia deputado evangélico para articular campanha com líderes religiosos

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Lançado como pré-candidato à Presidência nesta segunda-feira, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), iniciou uma estratégia para conquistar o eleitorado evangélico e expandir sua influência além do tradicional grupo de direita.

Para isso, Caiado designou o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) como principal articulador junto às igrejas e a líderes religiosos. A intenção é utilizar o alcance do parlamentar para estabelecer conexões em denominações importantes e inserir o pré-candidato em agendas já bem estabelecidas no meio evangélico, evitando uma entrada brusca neste momento.

“Como o tempo é curto, a ideia é levá-lo para esses encontros com lideranças evangélicas, começando pelas convenções de pastores e depois grandes igrejas”, afirmou Otoni ao Globo.

A estratégia está dividida em etapas: inicialmente, participação em encontros reservados com pastores e líderes; depois, presença em igrejas maiores e criação de canais de comunicação diretos nessas estruturas, além de organização de jantares com nomes influentes do segmento.

Otoni ressaltou: “Também vamos promover um jantar com ele e essas lideranças”.

A avaliação é que Caiado ainda é pouco conhecido no meio evangélico, mas pode ganhar força caso se apresente como uma opção viável dentro da direita, especialmente para eleitores que buscam uma alternativa menos ligada ao bolsonarismo mais radical.

A iniciativa parte de líderes com grande influência. Segundo Otoni, o primeiro contato será com o bispo Samuel Ferreira, um dos principais nomes da Assembleia de Deus, que concentra uma das maiores bases evangélicas do país. Na segunda-feira, Ferreira manifestou apoio ao governador:

“O povo está cansado. Tenha coragem de fazer o que fez em Goiás, não se curve ao sistema. A vitória é nossa, o povo evangélico saberá reconhecer quem é Caiado“.

A campanha pretende avançar para outras correntes, incluindo a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo; a Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago; e a Igreja Internacional da Graça de Deus, comandada pelo missionário R. R. Soares.

Também estão na mira líderes independentes e influenciadores religiosos, como o pastor Silas Malafaia.

Apesar da movimentação, líderes evangélicos ouvidos pela reportagem acompanham com cautela os passos do governador. O pastor Silas Malafaia disse que a movimentação é natural para um candidato, mas só deve se posicionar após o fim da janela partidária.

“Ele está fazendo o papel dele de candidato, de correr atrás. Não está errado. Semana que vem, quando acaba o prazo da janela partidária, irei me posicionar”, comentou.

Já o bispo Robson Rodovalho afirmou que mantém relação pessoal com Caiado, mas aguarda definições antes de se manifestar e pretende ouvir o senador Flávio.

“Fui deputado com ele e o considero meu amigo, mas vou esperar como vai ficar a candidatura do Flávio. Marquei com Flávio pós janela partidária e, se Caiado me chamar para conversar, vou também. Mas o momento ainda é de avaliação”, explicou.

Nos bastidores, a análise é que o espaço para uma candidatura alternativa entre o eleitorado evangélico diminuiu nas últimas semanas.

Líderes que inicialmente preferiam uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro têm considerado uma migração gradual para o nome de Flávio, impulsionada pela melhora do senador nas pesquisas e pela percepção de maior viabilidade eleitoral.

Diante disso, a estratégia de Caiado é se posicionar como uma alternativa, caso Flávio apresente sinais de instabilidade.

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