Economia
Caixa: crédito pode chegar a R$ 1,5 tri neste ano
A carteira de crédito da Caixa Econômica Federal tem previsão de alcançar R$ 1,5 trilhão já no primeiro semestre deste ano, conforme declarou hoje (05) o presidente da Caixa, Carlos Vieira, em entrevista coletiva em São Paulo.
“Vamos atingir o montante de R$ 1,5 trilhão e celebrar essa conquista ainda no primeiro semestre”, afirmou Carlos Vieira ao comentar os resultados esperados para 2025.
Em 2024, a carteira de crédito da Caixa alcançou R$ 1,38 trilhão, registrando um crescimento de 11,5% em comparação ao ano anterior.
O destaque foi para o financiamento imobiliário, que cresceu 13%, além do crédito comercial para pessoas jurídicas (14,2%) e para pessoas físicas (13,4%). Para 2025, o banco estima uma expansão entre 9% e 13%.
No último ano, a Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões, um aumento de 10,4% em relação a 2023.
Durante a coletiva, Carlos Vieira comentou sobre a possibilidade de adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB): “A Caixa avalia todas as oportunidades no mercado e, se houver interesse em algum portfólio, estaremos abertos a negociações.”
Sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), aprovado para recompor recursos após a liquidação do Banco Master, a diretoria da Caixa não espera impactos no balanço da instituição. Conforme o vice-presidente financeiro Marcos Brasiliano, “estamos fazendo os cálculos, mas não antecipamos efeitos negativos a partir da resolução do Banco Central, que permitiu acessar recursos compulsórios.”
Na área do agronegócio, a inadimplência atingiu 14,09% no último trimestre de 2024, um desafio enfrentado por todo o setor. O governo autorizou uma linha de crédito de R$ 12 bilhões para ajudar produtores rurais a quitarem dívidas.
Henriete Sartori, vice-presidente de risco da Caixa, afirmou que a intenção é manter a carteira de crédito do agronegócio estável, perto dos R$ 62,9 bilhões atuais, e que a inadimplência deve começar a estabilizar nos próximos meses. “Esperamos um período de estabilidade no primeiro trimestre, considerando o impacto das safras,” destacou.

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