Economia
Caixa vê BRB como chance de negócio, diz secretário do Tesouro
Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, afirmou nesta quarta-feira que ainda é cedo para discutir a aquisição das carteiras de crédito do BRB pela Caixa Econômica Federal, mas ressaltou que o banco estatal acompanha a situação como uma possível chance de negócio.
De acordo com Ceron, é natural que a Caixa monitore possíveis compras de carteiras do BRB, banco público administrado pelo governo do Distrito Federal.
“Como qualquer outra instituição financeira, existe um acompanhamento da situação, uma atenção ao que está ocorrendo e até mesmo uma observação sobre uma possível oportunidade comercial que possa surgir”, declarou durante entrevista coletiva.
Conforme divulgado pelo Globo, a Caixa está em negociações para comprar carteiras de crédito do BRB. O banco do DF busca fortalecer sua liquidez imediata e ganhar tempo enquanto procura solucionar um déficit de pelo menos R$ 5 bilhões no balanço, decorrente de ativos herdados do Banco Master.
Entretanto, para o secretário do Tesouro, as discussões sobre o socorro financeiro ao BRB e a possível federalização do banco público ainda são prematuras.
“Se o BRB precisar de algum tipo de apoio, isso não deve acontecer necessariamente por meio de outra instituição financeira. Essa ajuda precisa vir de uma entidade mais abrangente, utilizando os mecanismos disponíveis, seja o FGC ou outras opções que possam ser consideradas”, explicou Ceron.
A Caixa também não descarta a participação em um consórcio para a concessão de um empréstimo ao Distrito Federal para apoiar o BRB, mas, segundo fontes informadas, as conversas ainda não avançaram a esse ponto.
A compra das carteiras precisará ser aprovada pelo Ministério da Fazenda. Ceron destacou que no momento não existe nenhum processo formal em andamento na pasta sobre esse assunto.
“Atualmente, não há nada sendo tramitado, nem qualquer deliberação submetida ao Conselho de Administração, tampouco ao Ministério da Fazenda”, afirmou.
Quanto às carteiras de crédito, o interesse da Caixa se limita às originadas diretamente pelo BRB. A instituição federal não tem interesse nos ativos herdados do Banco Master, os quais a direção do Banco de Brasília está tentando vender para reduzir o déficit causado por esta operação.

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