Centro-Oeste
Câmeras deixam passagens da Asa Norte mais seguras
O medo em locais anteriormente inseguros nas passagens subterrâneas está sendo substituído pela tranquilidade. Nesta quarta-feira (4), o Governo do Distrito Federal instalou as primeiras câmeras para vigiar as passagens subterrâneas do Plano Piloto. A primeira passarela com esses equipamentos funcionando fica na 103/203 Norte, uma das mais movimentadas da Asa Norte. Pessoas que passam por lá relataram as melhorias que sentem ao atravessar.
Foram instaladas quatro câmeras, sendo duas voltadas para o Eixo W e duas para o Eixo L. Outras doze câmeras estão colocadas, mas ainda não ligadas, na Asa Sul. Nesse primeiro teste, quatro passagens subterrâneas estão sendo monitoradas.
Alzirene Negalho, auxiliar de serviços gerais de 52 anos, usa essa passagem de segunda a sexta, indo para o trabalho ou voltando para casa. Ela já foi vítima de um assalto à mão armada na mesma passagem onde agora há câmeras. No ano passado, perdeu um celular recentemente comprado durante um desses assaltos, que somaram 951 casos em 2025 no Plano Piloto.
“Era muito difícil passar por aqui. A gente passava porque não tinha outra opção, pois precisa trabalhar, mas era complicado”, ela conta. “Às vezes tínhamos que passar e encontrávamos pessoas deitadas. Espero que a situação melhore, estamos precisando de mudanças, mas ainda temos medo”, completa.
Luciana Soares, 42 anos, que também já foi assaltada em uma passarela assim, preferia se arriscar no trânsito do Eixo Rodoviário a usar as passagens para pedestres. “Quando eu via que estaria sozinha ou só com um homem na passarela, tentava atravessar por cima mesmo. Tinha certeza que seria assaltada aqui, ou algo pior”, relata. Seu medo também incluía crimes sexuais. “Eu tinha muito medo de passar por aqui, mas agora, com as câmeras, já me sinto mais segura”, afirma.
Mais segurança para quem trabalha
Essa sensação de segurança também beneficia o comércio. Pedro Ferrari, 23 anos, entrega refeições de bicicleta no Plano Piloto e costumava evitar passar pelas áreas subterrâneas do eixo rodoviário. “Muitas vezes tinha pessoas suspeitas e eu tinha medo”, conta. Ele trabalha há cinco meses como entregador de aplicativos. “Agora, com a câmera, sinto muito mais segurança porque, se algo acontecer com o pedido, posso mostrar o que realmente aconteceu”, comemora.
Pedro também destaca que a reorganização das passarelas, com pinturas mais acolhedoras e boa iluminação, aumenta a sensação de segurança no local. A Polícia Militar do Distrito Federal monitora as imagens em tempo integral pelo Copom.

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