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Campanha presidencial termina em Portugal com fortes tempestades

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A campanha para o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal chega ao fim nesta sexta-feira (6) sob o impacto das fortes tempestades que atingiram o país nas últimas semanas. O favorito para a vitória é o socialista moderado, que disputa contra um candidato de extrema direita.

O primeiro-ministro Luís Montenegro descreveu a situação climática como uma “crise devastadora”, mas acredita que os desafios para realizar a votação podem ser superados. O candidato de extrema direita, André Ventura, solicitou o adiamento da eleição em todo o país, mas as autoridades eleitorais afirmaram que a legislação só permite adiamentos localizados por uma semana e que o resultado seria divulgado conforme o planejado no domingo à noite.

Até agora, três municípios afetados pelas inundações decidiram adiar a eleição para o domingo seguinte, dia 15. Entre eles está Alcácer do Sal, localizado cerca de 100 km ao sul de Lisboa, severamente atingido pela cheia do rio Sado.

As tempestades recentes também causaram danos graves e vítimas fatais na região central do país. Além disso, novas tempestades são previstas para o fim de semana.

Críticas à gestão governamental

Com a intensificação das chuvas, os candidatos mudaram suas agendas para visitar as áreas afetadas. Ventura, que se posiciona como líder da oposição e representante dos setores não socialistas, aproveitou para criticar duramente o governo de Montenegro pela atuação diante das calamidades.

Por sua vez, António José Seguro, que concorre como candidato socialista, expressou desapontamento com a resposta insuficiente dos serviços de emergência e as dificuldades para restabelecer a normalidade.

Perspectivas eleitorais

Uma pesquisa recente do jornal Público indica que Seguro lidera com 67% das intenções de voto contra 33% para Ventura. Seguro venceu o primeiro turno com 31,1% e recebeu apoio de vários setores políticos, exceto do primeiro-ministro.

Montenegro optou por não apoiar oficialmente nenhum candidato no segundo turno, visto que o candidato de seu partido teve um desempenho fraco no primeiro turno.

O crescimento do partido de Ventura, Chega, que se tornou a principal força da oposição após as eleições legislativas de 2025, torna o resultado desta eleição muito aguardado para avaliar sua consolidação política.

Especialistas apontam que as condições meteorológicas adversas podem aumentar a abstenção, influenciando o resultado a favor do socialista. Porém, ainda há dúvidas se o contexto beneficiará o discurso da extrema direita por uma mudança do sistema político ou a manutenção da ordem institucional defendida por Seguro.

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