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Candidatos para vaga no TCU: quem são e quais os desafios
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou aos seus aliados que pretende postergar o processo de escolha para a vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU). Esperava-se que a decisão fosse tomada nesta semana, mas deputados envolvidos nas negociações ainda aguardam o momento adequado. Veja a seguir os principais candidatos:
- Odair Cunha: Deputado pelo PT de Minas Gerais, é a indicação da sigla de Lula para o TCU. Motta prometeu apoiar sua eleição em troca do suporte do PT para a presidência da Câmara.
- Elmar Nascimento: Deputado pelo União Brasil da Bahia, é uma das opções do partido para a disputa. Atualmente, ocupa a segunda vice-presidência da Câmara.
- Danilo Forte: Deputado cearense também do União Brasil, é um dos nomes lançados para concorrer à vaga no TCU, porém há divergências internas na sigla.
- Hugo Legal: Representante do PSD do Rio de Janeiro na disputa. O PSD, assim como o União Brasil, não apoiou Motta e não participou do acordo com o PT.
- Hélio Lopes: Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi oficializado pelo PL. O partido apoiou Motta para presidente da Câmara, e sua candidatura era esperada.
Até o momento, não há garantias de que o nome do PT, Odair Cunha, será escolhido para substituir o ministro aposentado Aroldo Cedraz. Motta e seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), acordaram com o PT para colaborar na eleição de um representante da sigla em troca do apoio à candidatura de Motta.
Fontes próximas indicam que, caso o nome de Odair seja rejeitado em votação, a derrota pode enfraquecer a posição do presidente da Câmara, que já enfrentou instabilidades e questionamentos em seu mandato.
Para ser escolhido, o candidato precisa obter maioria simples em votação secreta, o que permite surpresas e dissidências. O PT já apresentou outros candidatos para o TCU, sem sucesso até o momento.
O tema, entretanto, não deve ser discutido esta semana. Motta planeja conversar com os líderes partidários para avaliar o melhor momento para tratar da questão. Alguns membros do Centrão sugerem que o processo só começará após as eleições, sem data definida.
Em entrevistas recentes, Motta afirmou que a estratégia para a eleição dos nomes ainda está sendo elaborada, e uma candidatura única parece improvável.
Apesar da intenção de aprovar o nome do petista, existem receios de conflitos com outros partidos que apoiaram Motta na disputa da presidência da Casa. O acordo original envolvia siglas como PP, Republicanos, MDB, PL, Podemos, PSDB-Cidadania, PDT e PSB.
O PL, que apoiou Motta e garantiu a primeira vice-presidência para Altineu Côrtes (PL-RJ), oficializou o apoio a Hélio Lopes para o TCU, mesmo com a candidatura já prevista entre os aliados de Motta.
PSD e União Brasil não participaram do acordo com Motta devido às candidaturas próprias. O PSD lançou Hugo Leal (RJ), enquanto o União Brasil ainda discute entre Elmar Nascimento e Danilo Forte como candidatos.
União Brasil esperava definir seu candidato até a semana passada, mas sem consenso, a disputa se mantém aberta e o tema segue indefinido internamente.
Alguns veem a demora para tratar do assunto como uma tentativa de negociar com Motta antes de formalizar a candidatura. Não há prazo para a decisão, nem certeza sobre candidatura própria da sigla.
A possibilidade de uma segunda vaga no TCU é vista como alternativa para acomodar outras legendas. Após a aposentadoria de Cedraz, o próximo ministro a deixar o cargo será Augusto Nardes, em 2025, e há tentativas de antecipar sua saída para concorrer nas eleições deste ano, mas nada está confirmado.
Motta e seus aliados trabalham para garantir pelo menos uma vaga para o PT, que deseja assegurar rapidamente sua indicação, já que a próxima vaga será votada em uma nova composição da Câmara.
Uma liderança do Centrão destaca que Motta busca apoio do PT para eleger seu pai, o prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado pela Paraíba, e precisa evitar desgastes com o partido de Lula.
Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, minimizou o impacto de uma possível derrota de Odair Cunha para a imagem de Motta, afirmando que críticas que associam a diversidade de candidaturas à fraqueza do presidente da Câmara são infundadas. Ele ressaltou que o voto é secreto e não pode ser controlado.

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