Conecte Conosco

Brasil

Caso Henry Borel: peritos encontraram 23 lesões no corpo do menino assassinado

Publicado

em

O assassinato do menino Henry Borel abalou todo o país. Apesar das tentativas da mãe, a professora Monique Medeiros, e do padrasto, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, de alegarem que a criança de 4 anos sofreu uma queda, as investigações da Polícia Civil comprovaram que, na verdade, ele foi vítima de um crime brutal: Henry apresentou hemorragia interna e um corte no fígado causados por violência física, além de 23 lesões pelo corpo.

Na madrugada do dia 8 de março de 2021, por volta das 3h30, Monique e Jairinho levaram Henry ao Hospital Barra D’Or após encontrá-lo caído no quarto, com mãos e pés frios e olhos revirados. Os médicos garantiram que o menino já havia chegado sem vida à unidade.

Um inquérito foi instaurado na 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca para investigar o ocorrido. Durante as apurações, foram confiscados e periciados os celulares e computadores de Monique, Jairinho e do pai do menino, engenheiro e vereador Leniel Borel. Também foi realizada uma simulação dos acontecimentos no imóvel.

Após oito semanas, as investigações concluíram que Henry era vítima frequente de tortura praticada pelo padrasto. Jairinho e Monique foram presos em abril de 2021. O julgamento deles, inicialmente marcado para esta segunda-feira, foi adiado após os advogados de defesa de Jairinho abandonarem o tribunal.

A juíza Elizabeth Louro criticou severamente a defesa do ex-vereador e alertou que caso haja novo abandono do julgamento, ele ocorrerá independentemente da presença da defesa, com um defensor público assumindo o caso para garantir o júri.

Enquanto isso, o juiz decidiu relaxar a prisão de Monique Medeiros, expedindo alvará para sua soltura, mantendo a prisão de Jairinho.

O ex-vereador responde por homicídio qualificado, tortura e coação, e a professora é ré por homicídio por omissão qualificado, tortura e coação. As acusações são agravadas pelo fato de as agressões acontecerem no ambiente familiar e a vítima ser menor de 14 anos. A pena para ambos pode ultrapassar 50 anos de prisão.

Resumo cronológico dos eventos:

  • 8 de março de 2021: Às 3h30, Monique e Jairinho levam Henry ao hospital. Às 5h42, médico atestam sua morte.
  • Ao longo do dia, a polícia inicia as investigações, colhe depoimentos e realiza perícias no apartamento.
  • 9 de março: Sepultamento de Henry no Cemitério do Murundu, Rio de Janeiro.
  • 17 a 30 de março: Vários depoimentos são colhidos, incluindo familiares, profissionais de saúde e pessoas próximas, além da reprodução simulada do caso.
  • 8 de abril: Prisão de Jairinho e Monique.

Em janeiro, um novo laudo técnico foi apresentado, utilizando tecnologia 3D para reconstruir as lesões de Henry, mostrando que a causa de sua morte decorreu de agressões físicas, afastando a possibilidade de acidente doméstico, caracterizando um padrão incompatível com queda acidental.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados