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Caso Pedro Turra pode ter novos desdobramentos

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Após a morte de Rodrigo Castanheira, um garoto de 16 anos agredido pelo ex-piloto Pedro Turra e que ficou internado por 16 dias, surgem diferentes versões sobre o que levou ao crime. Inicialmente, Pedro Turra disse que a briga começou por causa de uma brincadeira com chiclete. Depois, a família e o advogado de Rodrigo afirmaram que o jovem foi vítima de uma emboscada, indicando que o crime teria sido planejado.

O advogado da família, Albert Halex, revelou que outras pessoas podem estar envolvidas. Segundo ele, um outro menor, motivado por ciúmes, teria pedido que Pedro Turra agredisse Rodrigo. No total, além do ex-piloto, outras quatro pessoas estariam implicadas. A família pede que a investigação avance para esclarecer todos os fatos, sugerindo medidas como a quebra de sigilo telefônico para garantir uma apuração completa.

Flávio Henrique Fleury, tio de Rodrigo, relatou o sofrimento da família desde o dia da briga. Ele lamenta que situações como essa aconteçam por motivos banais e afirma que a busca por justiça continua, destacando a necessidade de mudanças na lei e na criação de maior atenção dos pais aos sinais de agressividade dos filhos.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informa que não pode divulgar detalhes devido ao sigilo judicial, mas destaca que após a fase investigativa, todas as medidas legais serão avaliadas rigorosamente, incluindo o possível oferecimento de denúncia criminal adequada. A defesa da família espera que o caso seja tratado como homicídio e não como lesão corporal gravíssima.

Albert Halex reforça a confiança no trabalho das autoridades para garantir que os responsáveis pela morte de Rodrigo Castanheira sejam punidos. A defesa de Pedro Turra aguarda acesso completo aos procedimentos para apresentar novo posicionamento sobre as novas alegações.

Nova classificação do caso

O advogado criminalista Adib Abdouni explicou que, após a morte de Rodrigo, é esperado que o MPDFT reavalie a classificação do crime. Enquanto Rodrigo estava vivo, o caso poderia ser tratado como tentativa de homicídio ou lesão corporal grave, conforme as provas sobre intenção e o resultado do crime. Com o óbito, passa a ser analisado como homicídio consumado, conforme o artigo 121 do Código Penal.

A discussão jurídica passa a focar na intenção do agressor: se houve dolo, ou seja, intenção de matar, ou culpa, como imprudência ou negligência. Se a família conseguir provar a premeditação do crime, isso pode fortalecer a acusação, embora a premeditação em si não seja uma qualificadora isolada no Código Penal, mas sim um fator que pode agravar a pena.

Se for confirmado que houve planejamento e execução dirigida, a versão de acidente ou briga eventual será afastada. A explicação inicial de Pedro Turra foi que a confusão começou por causa de uma brincadeira com chiclete, envolvendo outros amigos e comentários de desaprovação de Rodrigo.

O advogado explica ainda que, se o crime for considerado doloso, o julgamento será feito pelo Tribunal do Júri, uma decisão prevista na Constituição Federal para crimes dolosos contra a vida. O juiz inicialmente analisa apenas se existem provas suficientes e, se houver, o caso é encaminhado ao Júri Popular para o julgamento dos jurados.

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