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Casos de intoxicação e morte em piscina de academia em SP: o que se sabe

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Uma mulher faleceu e pelo menos cinco pessoas foram hospitalizadas após apresentarem sintomas durante o uso da piscina de uma academia localizada no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, no sábado, 7.

O incidente está registrado como morte suspeita e risco à vida ou saúde no 6º Distrito Policial de Santo André e está sob investigação do 42º Distrito Policial do Parque São Lucas.

Quem são as vítimas?

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) relatou que a Polícia Civil recebeu notícias de seis pessoas afetadas, sendo uma fatal.

A vítima fatal é a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que passou mal após participar de uma aula de natação em uma unidade da C4 Gym. O marido dela, Vinícius de Oliveira, de 31 anos, que também estava na aula, ainda está internado.

Além do casal, outras quatro pessoas – três adultos e um adolescente de 14 anos – necessitaram de atendimento médico, mas suas identidades não foram divulgadas.

Estado de saúde dos internados

Juliana e Vinícius foram levados ao Hospital Santa Helena, em Santo André, ABC Paulista. Juliana não resistiu e veio a falecer. A instituição informou que Vinícius foi transferido para outra unidade hospitalar, embora não haja detalhes sobre o destino ou data da transferência.

Não há informações disponíveis sobre onde as outras quatro vítimas receberam atendimento.

Depoimentos das testemunhas

De acordo com testemunhas, durante a aula, alunos sentiram um cheiro forte de produto químico na água, seguido por sintomas como irritação ocular, náuseas e vômitos.

Posicionamento da academia C4 Gym

A direção da C4 Gym lamentou profundamente o ocorrido e declarou que apoiou as vítimas.

Segundo o delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento, os responsáveis pela academia ainda não prestaram depoimentos.

A unidade do Parque São Lucas foi interditada pela subprefeitura de Vila Prudente devido a questões de segurança, falta de licença de funcionamento e irregularidades relacionadas a documentos fiscais.

Investigações

A Polícia Civil está ouvindo funcionários da academia e realizando diligências para elucidar o caso. Laudos periciais estão em produção e serão analisados assim que concluídos.

Imagens da academia

Câmeras de segurança mostram um funcionário manipulando produtos químicos em área exclusiva da academia. Foi registrado o momento da mistura das substâncias, que gerou uma fumaça branca.

O relógio da câmera marcou 13h24, minutos antes da aula de natação em que os alunos começaram a apresentar sintomas.

Imagens internas também revelaram alunos saindo da piscina às 13h37, muitos deles visivelmente debilitados e ajudados por outros colegas.

O funcionário responsável pela mistura ainda não prestou depoimento, mas está previsto que o fará acompanhado de advogado.

Hipótese principal

A suspeita é que a combinação dos produtos químicos com a água tenha provocado uma reação que liberou gases tóxicos, causando danos às vias respiratórias dos frequentadores.

Por isso, a polícia recolheu vários produtos usados na manutenção da piscina para perícia, que investigará possíveis erros na dosagem ou uso de substâncias inadequadas.

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