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castro se encontra com lideranças do pl, união e pp no rio após julgamento do tse

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), realizou uma reunião na manhã desta sexta-feira com as lideranças do PL, PP e União Brasil para tratar da sua situação política e jurídica.

Atualmente réu no Tribunal Superior Eleitoral por conta do caso Ceperj, Castro precisa decidir se renuncia ou não ao cargo antes da retomada do julgamento pelo TSE, prevista para o dia 24 de março.

No encontro, o governador não confirmou qual será sua decisão, deixando aberta a possibilidade de anunciar seu posicionamento na próxima semana. Conforme divulgado pelo Globo, Castro voltou a considerar permanecer no cargo com a retomada do julgamento no TSE.

Com dois votos a favor da condenação e cassação, o governador está dividido entre continuar no cargo enquanto esgota seus recursos em caso de derrota ou abdicar da função até abril para concorrer ao Senado, como havia sinalizado semanas atrás.

Manter-se no Palácio Guanabara prejudicaria os planos do PL, que em reunião realizada em 24 de fevereiro em Brasília decidiu que o governador ocuparia uma das vagas ao Senado em uma chapa liderada pelo seu secretário Douglas Ruas (Cidades).

Para isso, Castro precisaria se desincompatibilizar até 4 de abril, permitindo que Ruas dispute a eleição indireta convocada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O PL planeja que Ruas permaneça à frente da administração pública por seis meses para aumentar sua popularidade, acompanhado pela candidatura nacional de Flávio Bolsonaro, visando fortalecer-se para enfrentar o prefeito Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas.

Castro esperava adiar o julgamento para o final do ano, mas foi surpreendido pela presidente da Corte, Cármen Lúcia, que anunciou a retomada do julgamento para duas semanas após pedido de vista do ministro Nunes Marques.

Aliados do governador buscam postergar a decisão da Corte de modo que o caso seja concluído após Castro deixar o governo e ser diplomado senador.

Se cassado, a eleição suplementar para a vaga terá seu formato influenciado pela data da decisão final do TSE e o cargo ocupado por ele no momento.

Especialistas explicam que, se a cassação ocorrer até 5 de julho (seis meses antes do término do mandato) e Castro ainda for governador, haverá eleição direta com campanha e horário gratuito na TV e rádio. Caso a decisão seja depois dessa data, mesmo que ainda esteja no cargo, a eleição será indireta, realizada pela Alerj.

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