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Cela confortável para Filipe Martins tem TV, ventilador e banheiro privativo

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A pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná divulgou na manhã desta terça-feira, 10, imagens da cela onde o ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), Filipe Garcia Martins, está detido.

Filipe Martins encontra-se preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, localizada em Ponta Grossa, no Paraná. Ele chegou a ser transferido sem autorização do STF para o Complexo Médico Penal, em Curitiba, sob a justificativa de maior segurança, já que é uma figura pública.

No entanto, Alexandre de Moraes ordenou seu retorno à cadeia de Ponta Grossa e solicitou uma inspeção do local. No sábado, dia 7, representantes da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, do Ministério Público do Paraná e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR) vistoriaram a unidade, enviando imagens e relatório ao ministro do STF.

A cela onde Filipe Martins permanece é individual, recém-construída, e possui 6 metros quadrados. O espaço conta com banheiro privativo, chuveiro e duas camas (um beliche), estando afastado de outros detentos. Além disso, a cela dispõe de um ventilador, uma TV de 20 polegadas fornecida pela família, mesa e cadeira. Os banhos de sol são realizados em uma área separada.

A vistoria foi acompanhada pelo diretor do Grupo Prerrogativas e uma capitã da Polícia Militar. O grupo elaborou o relatório das condições da prisão e também conversou com Filipe Martins.

Transferência e condenação

Filipe Martins foi condenado pelo STF, em 16 de dezembro de 2025, a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado ocorrida entre 2022 e 2023, visando manter Bolsonaro no poder. A decisão ainda não é definitiva.

Ele estava em prisão domiciliar até 2 de janeiro de 2026, quando Alexandre de Moraes decretou sua prisão preventiva devido a violações das medidas cautelares impostas pela Corte. Após audiência de custódia, Filipe Martins permaneceu encarcerado na Cadeia Pública de Ponta Grossa até 6 de janeiro, quando foi transferido pela Polícia Penal para Curitiba.

De acordo com o despacho de Alexandre de Moraes, a Coordenação Regional de Ponta Grossa solicitou a transferência para uma unidade prisional adequada ao perfil do preso, alegando que ele é um “preso político”.

A Polícia Penal realizou a transferência considerando o histórico público do custodiado, que o coloca em risco no convívio com presos comuns. Porém, a mudança foi feita sem autorização do STF.

Por isso, Alexandre de Moraes ordenou o retorno de Filipe Martins à Cadeia Pública Hildebrando de Souza e rejeitou recurso da defesa para que ele permanecesse no Complexo Médico Penal de Curitiba.

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