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Celina Leão critica fala de Erika Hilton após assumir comissão na Câmara

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A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), criticou nesta sexta-feira (13/3) uma declaração da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) nas redes sociais após a posse como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.

Em uma publicação, Hilton disse que não se importa se “o esgoto da sociedade não gostou” de sua escolha para liderar a comissão. Esse comentário provocou reação de Celina Leão, que afirmou que tal fala não demonstra o respeito necessário para um debate democrático.

“Chamar quem pensa diferente de esgoto, como fez a deputada Erika Hilton, só mostra quem prefere atacar em vez de buscar soluções. Quem tem um cargo público precisa respeitar opiniões diferentes. Discordar não torna ninguém esgoto”, disse a vice-governadora.

Celina Leão também ressaltou que ocupar um posto numa comissão da Câmara exige vontade de dialogar, não de confrontar adversários políticos.

“Falo isso com tranquilidade pois já tive essa responsabilidade. Tive a honra de coordenar a bancada feminina no Congresso. E aprendi que na defesa das mulheres não existe esquerda, direita ou centro, mas sim união”, afirmou.

Para a vice-governadora, a liderança na luta pelos direitos das mulheres deve focar em unir e proteger quem mais precisa.

“Quem realmente acredita nessa causa sabe que as mulheres do Brasil são maiores que qualquer disputa ideológica”, concluiu.

Críticas desde a posse

Erika Hilton foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na quarta-feira (11) e vem recebendo críticas sobre sua escolha para o cargo. Durante a eleição interna na Câmara, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) liderou manifestações contra a eleição da parlamentar e publicou um vídeo criticando a decisão.

Comentando a posse, Hilton afirmou que assumiu o cargo “sob protestos dos LGBTfóbicos e dos defensores do PL do Estupro, do PDL da Pedofilia e dos red pills”.

Segundo a deputada, estar no cargo apesar das críticas demonstra a gravidade da situação no país. Ela citou o aumento de feminicídios, a expansão da misoginia e decisões judiciais que, segundo ela, estariam minimizando crimes como estupro de vulnerável e pedofilia.

A parlamentar também move uma ação judicial contra o apresentador Ratinho, do SBT, após ele afirmar em seu programa que mulheres trans não são mulheres. Hilton pede que o apresentador seja responsabilizado criminalmente por transfobia.

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