Economia
CEO da Azul admite possível reabertura de rotas, mas destaca cautela
A Azul não descarta a possibilidade de ampliar suas rotas aéreas após sair do processo conhecido como Chapter 11, similar à recuperação judicial nos Estados Unidos, afirmou o CEO da companhia, John Rodgerson. Contudo, ele enfatizou que esse crescimento deve ocorrer de forma responsável.
“Muitos esperavam que a Azul diminuísse suas operações durante a recuperação, mas isso não ocorreu. Agora, com finanças fortalecidas, a empresa tem mais liberdade para expandir”, declarou Rodgerson em coletiva na segunda-feira, 23.
Ele acrescentou que o reposicionamento da frota durante o Chapter 11 ajudou nas negociações com arrendadores e credores ao longo do processo. Pensando no futuro, a empresa pretende aplicar seus recursos de forma prudente.
“Em anos anteriores, recebemos mais de 20 aeronaves, o que naturalmente gerou erros de avaliação em alguns mercados”, comentou o CEO. “Contando agora com a chegada de 5 a 10 aviões, poderemos selecionar melhor onde investir para priorizar áreas mais lucrativas.”
Investimento no mercado internacional
Rodgerson foi questionado sobre eventuais planos de expansão internacional, especialmente após a entrada das americanas American Airlines e United Airlines como acionistas relevantes. “Atualmente, não enfrentamos competições diretas com essas companhias em nossas rotas, pois atuamos em malhas aéreas distintas. O interesse delas na Azul está na nossa conectividade nacional”, explicou.
Enquanto isso, a concorrente Gol tem focado no mercado internacional desde sua saída do Chapter 11 no ano passado. O CEO da Azul reconheceu a importância desse crescimento para sua empresa, mas ressaltou que em 2026 a expansão será mais moderada. “Estamos em fase de transição”, justificou.
O processo de reestruturação da Azul incluiu a devolução de aeronaves, renegociação de contratos e realocação interna da frota. Além dos novos aviões encomendados, a companhia planeja reativar cerca de 13 aviões que estão parados por motivos técnicos, conforme explicou Rodgerson.

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