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CFM inicia investigação sobre cuidados médicos a Bolsonaro

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu instaurar uma investigação para apurar denúncias relativas à garantia de cuidados médicos adequados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que sofreu uma queda enquanto estava na carceragem da Polícia Federal em Brasília na madrugada de terça-feira.

De acordo com informações obtidas por O Globo, o ex-presidente não acionou o protocolo de emergência para tais casos nem comunicou alguém sobre o acidente. Na manhã seguinte, ele afirmou a policiais penais que viram o ferimento que não era nada sério.

A apuração ficará a cargo do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal. O órgão destaca que a condição médica do ex-presidente exige um acompanhamento constante e imediato, com assistência médica especializada pelo estado brasileiro, inclusive em situações de emergência.

O CFM ressalta que Bolsonaro possui um histórico clínico complexo, incluindo várias cirurgias abdominais e soluços persistentes, além de outras condições médicas. O conselho também faz referência ao recente episódio da queda na carceragem da Polícia Federal em Brasília.

Embora tenha mencionado denúncias relacionadas ao caso, o CFM não divulgou mais detalhes. Procurado, o conselho ainda não comentou o assunto. Em comunicado, o órgão expressa preocupação com declarações públicas sobre intercorrências clínicas, que causam inquietação na sociedade.

Veja a íntegra do comunicado:

O Conselho Federal de Medicina, cumprindo suas atribuições legais, se pronuncia sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

Foram recebidas denúncias formais que revelam preocupações quanto à garantia de atendimento médico adequado. Além disso, relatos públicos sobre problemas clínicos geram grande apreensão na população brasileira.

Os relatos incluem crises agudas variadas, trauma por queda, histórico clínico complexo, múltiplas cirurgias abdominais, soluços persistentes e outras condições em paciente idoso. Isso exige monitoramento contínuo e imediato, assegurando atendimento médico multidisciplinar pelo Estado, inclusive em emergências.

O CFM reforça que a autonomia do médico responsável deve prevalecer na escolha do tratamento, sem influências externas, dada sua autoridade e credibilidade.

Conforme a legislação e o Código de Ética Médica, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal a abertura imediata de investigação para apurar os fatos.

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