Centro-Oeste
Chagas: doença que ainda preocupa registra mais de mil casos no DF
A doença de Chagas, descoberta há mais de cem anos pelo médico Carlos Chagas, continua sendo um desafio para a saúde pública. No Distrito Federal, foram registrados mais de mil casos entre 2023 e 2025, com várias mortes relacionadas.
No mês dedicado à conscientização sobre essa doença, a Secretaria de Saúde do DF destaca a importância de informar, prevenir e diagnosticar precocemente a infecção.
A doença é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e geralmente transmitida pelo inseto conhecido como barbeiro. A contaminação ocorre principalmente quando alimentos entram em contato com as fezes do barbeiro. Também é possível a transmissão de mãe para filho durante a gravidez.
Nos primeiros estágios, a doença pode não apresentar sintomas ou causar sinais leves como febre, cansaço, dores pelo corpo e inchaço em um dos olhos. Em fases avançadas, que podem surgir anos depois, podem ocorrer problemas sérios no coração e no sistema digestivo, aumentando o risco de morte.
O principal local para atendimento no DF são as Unidades Básicas de Saúde. Pessoas com sintomas ou que estiveram em áreas de risco devem buscar avaliação médica. Também é recomendada a testagem para quem viveu em regiões com presença do barbeiro ou tem histórico familiar da doença.
Embora não seja considerada comum no DF, a região apresenta alta vulnerabilidade devido ao grande fluxo de pessoas de outras áreas do país e à maior capacidade de diagnóstico local.
Além do atendimento nas unidades de saúde, a Secretaria realiza ações para buscar casos, incluindo testes em grupos específicos, como gestantes.
Como prevenir
A principal recomendação é evitar contato com o barbeiro e cuidar da higiene dos alimentos. O inseto costuma se esconder em frestas nas paredes, entulhos e locais como galinheiros.
Medidas simples, como colocar telas nas janelas e usar proteção ao trabalhar em áreas de mata, ajudam a diminuir o risco.
Se alguém encontrar um inseto suspeito, deve avisar a Vigilância Ambiental para uma análise.
Atenção para quem já tem a doença
Pacientes diagnosticados precisam de acompanhamento contínuo para evitar complicações. Avaliações regulares do coração e do sistema digestivo são essenciais para garantir qualidade de vida e reduzir riscos.
As autoridades alertam: quanto mais cedo a doença for detectada, maiores são as chances de um tratamento eficaz.


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