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Chanceler de Lula afirma a Rubio que Justiça do Brasil é independente e não cede a pressões

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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, declarou nesta quarta-feira que reafirmou ao chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, a independência do Judiciário brasileiro, que não se deixa influenciar por pressões externas. O diálogo ocorreu em Washington, durante a primeira reunião entre ambos desde que o presidente Donald Trump iniciou seu segundo mandato.

“Reforcei que é inaceitável e inadequada qualquer interferência na soberania nacional, especialmente no que tange às decisões do Poder Judiciário do Brasil, incluindo o andamento do processo judicial que envolve o ex-presidente Bolsonaro”, destacou Mauro Vieira. “Garanti que o Judiciário brasileiro é independente, tal como o americano, e não se curvará a influências externas.”

Em pronunciamento no final da tarde, o chanceler relatou que considerou como inaceitável a interferência estrangeira nas decisões judiciais brasileiras, particularmente nos casos envolvendo figuras políticas relevantes.

Ele também alertou que o governo do Brasil reserva-se o direito de responder às ações tomadas pelos Estados Unidos. Ao término do encontro, ambos destacaram a importância de manter o diálogo para resolver questões bilaterais.

Mauro Vieira retornará ainda hoje ao Brasil, onde informará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o conteúdo das conversas nos Estados Unidos. A partir dessas informações, serão elaboradas as respostas brasileiras às medidas adotadas nesta quarta-feira pelos EUA.

No mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, implementou novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e assinou uma ordem executiva para aplicar uma tarifa adicional de 50% sobre exportações brasileiras, Mauro Vieira participou de uma reunião de alto nível em Washington com Marco Rubio.

Mauro Vieira viajou a Nova York na segunda-feira para participar de discussões na ONU sobre a situação na Palestina, e comunicou ao governo americano sua disposição para encontros de alta relevância, caso fosse solicitado.

Na mesma data, a Casa Branca anunciou a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, com suspensão do visto para entrada nos EUA e outras sanções financeiras, como o congelamento de bens e restrições em compras internacionais com cartões emitidos nos Estados Unidos.

Logo após, Donald Trump assinou um decreto elevando a tarifa sobre produtos brasileiros para 50%, combinando-se com um aumento anterior de 10%, mas com a vigência adiada em sete dias.

Em suas redes sociais, Marco Rubio comentou as sanções aplicadas a Alexandre de Moraes, declarando que as penalidades servem como alerta a quem viola direitos fundamentais dentro do país e que a proteção judicial não pode ser usada para proteger tais abusos.

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