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Chefe da PF confirma que peritos tiveram acesso a provas da operação sobre Banco Master

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Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), comentou em entrevista recente que os peritos da corporação já analisaram as provas coletadas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades ligadas ao Banco Master e à emissão de títulos de crédito.

A investigação está em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a supervisão do ministro Dias Toffoli, que restringiu o acesso da PF às evidências obtidas na operação.

Segundo Rodrigues, “os peritos já têm acesso. O processo está transcorrendo normalmente, sem prejuízos. O material está em fase de análise”.

O ministro estabeleceu no dia 14 que todo o material relacionado à operação fosse preservado nas instalações do STF. Essa decisão ocorreu durante a segunda fase da operação, que envolveu o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e seus familiares.

Existem preocupações quanto à possibilidade de perda de provas essenciais para a investigação devido a essa decisão, conforme fontes próximas ao caso destacaram.

Toffoli designou quatro peritos da PF para manusear as provas, sob supervisão da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo material.

Rodrigues ressaltou a autonomia da PF, mas evitou comentar as decisões recentes do ministro, incluindo a determinação para que a polícia realizasse a acareação dos envolvidos antes da coleta dos depoimentos. Ele afirmou preferir não discutir “aspectos operacionais de investigações em curso”.

Sobre os depoimentos realizados, o diretor-geral declarou que “a autoridade policial responsável pelo inquérito está conduzindo as perguntas conforme planejamento ajustado previamente”, sem fornecer mais detalhes.

Resposta oficial nos autos

Além de limitar o acesso às provas, Toffoli criticou a atuação da PF nas decisões que autorizaram a continuidade da investigação, apontando que a dificuldade no cumprimento de algumas medidas decorreu de falhas exclusivas da Polícia Federal, que não teria agido imediatamente para verificar endereços de suspeitos.

Sobre essas críticas, Andrei Rodrigues afirmou que já apresentou respostas formais nos autos do processo, destacando que não irá comentar detalhes protegidos por sigilo, mas que seus argumentos sobre a atuação da PF estão registrados publicamente.

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