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Chefe do tráfico ligado a assassinato de candidato no Equador é preso na Colômbia
A autoridade de migração da Colômbia anunciou nesta quarta-feira (18) a captura do narcotraficante equatoriano Ángel Aguilar, suspeito de envolvimento no assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio em Quito, ocorrido uma semana antes das eleições de 2023.
Villavicencio, que era um dos candidatos mais bem cotados na eleição, foi morto a tiros por um assassino contratado colombiano ao sair de um evento de campanha na capital do Equador, evento que marcou um aumento significativo na violência inédita que o país enfrenta.
Aguilar tentou entrar no México vindo da Colômbia, mas foi devolvido por portar um passaporte colombiano falso, informou um representante da Migração Colômbia à AFP.
Ao retornar para Bogotá, foi confirmado que o documento era falso, e ele foi detido de acordo com um mandado de prisão internacional emitido pela Interpol.
Apelidado de “Lobo Menor”, o líder do tráfico é integrante de Los Lobos, a maior organização criminosa do Equador, e está sendo investigado por sua possível participação como mandante no assassinato de Villavicencio, declarou a autoridade em um comunicado acompanhado por imagens do criminoso algemado e cercado por agentes da Interpol.
O presidente colombiano de esquerda, Gustavo Petro, celebrou a prisão, chamando Aguilar de “um dos maiores assassinos do mundo” em uma publicação na rede social X.
Essa prisão ocorre em meio a um conflito diplomático e comercial entre o Equador e a Colômbia, com acusações do presidente Petro sobre um suposto bombardeio do governo equatoriano de Daniel Noboa em território colombiano.
“Este resultado confirma a eficácia da cooperação trilateral entre Colômbia, Equador e México”, comemorou o presidente colombiano.
Em julho de 2024, a Justiça equatoriana aplicou penas de até 34 anos de prisão para cinco pessoas envolvidas no assassinato político.
O atirador foi morto pelos seguranças do candidato, e seis colombianos suspeitos de ligação com o ataque foram presos, mas todos foram assassinados na prisão posteriormente.
Outras pessoas ainda respondem por processos relacionados a este caso.
Aguilar já havia sido condenado a 20 anos de prisão em 2013 por homicídio no Equador, segundo autoridades colombianas.
No entanto, após cumprir metade da sentença, recebeu liberdade condicional em 2022, benefício que ele teria utilizado para praticar novos crimes, inclusive fora do seu país.

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