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Chefe vende empresa e concede bônus de pelo menos US$ 443 mil a cada funcionário
O empresário americano Graham Walker vendeu sua empresa, a Fibrebond, impondo uma condição incomum: 15% do valor da venda deveria ser destinado aos 540 funcionários da companhia. Embora os trabalhadores não tivessem participação acionária, Walker desejava reconhecer sua dedicação e lealdade, conforme relatado pelo jornal The Wall Street Journal.
A Fibrebond, fabricante de invólucros para equipamentos elétricos, foi vendida à Eaton, uma empresa de gerenciamento de energia, por US$ 1,7 bilhão em março de 2025. Com isso, US$ 240 milhões foram distribuídos aos funcionários, garantindo a cada um um bônus mínimo de US$ 443 mil, pagamento que será feito ao longo de cinco anos, condicionado à permanência na empresa.
Para Walker, essa bonificação representou uma forma de agradecer especialmente aos que permaneceram na Fibrebond durante períodos difíceis. Os funcionários de maior tempo na empresa receberam valores ainda maiores.
Segundo reportado, os trabalhadores ficaram surpresos ao receberem o bônus, descrito como capaz de transformar vidas e garantir uma aposentadoria confortável. Alguns sequer acreditaram inicialmente, enquanto outros se emocionaram.
Lesia Key, uma funcionária, chorou ao abrir o envelope da bonificação. Ela usou o dinheiro para quitar a hipoteca da casa e realizar o sonho de abrir uma boutique de roupas. “Antes, vivíamos de salário em salário. Agora posso viver; sou grata”, relatou.
Outros destinaram o bônus para pagar dívidas, adquirir veículos, custear estudos universitários e planejar a aposentadoria. Um dos funcionários aproveitou para levar sua família para Cancún. Esse aporte financeiro também estimulou a economia local em Minden, cidade onde a empresa está sediada.
Walker comentou que alguns podem ter gastado tudo rapidamente, mas respeita a decisão individual de cada um.
Histórico da Fibrebond
Fundada em 1982 por Claud Walker, pai de Graham, a Fibrebond iniciou com 12 funcionários, produzindo estruturas para telecomunicações. A empresa enfrentou desafios, como um incêndio em 1998 que destruiu a fábrica e crises financeiras em 2001 e 2008.
Mesmo durante o fechamento prolongado da fábrica, os salários dos funcionários foram mantidos, fortalecendo a lealdade da equipe. Graham assumiu a liderança no início dos anos 2000 junto ao irmão.
Em 2013, criaram a divisão Fibrebond Power, voltada para estruturas industriais mais sofisticadas, afastando-se do setor de telecomunicações. Recentemente, a empresa conquistou contratos para data centers, retornando a um bom desempenho.
Com o crescimento, a empresa começou a ser alvo de aquisição. A condição de reservar 15% do valor da venda para os funcionários foi um requisito para iniciar as negociações, mesmo após conselhos para desistir dela para não assustar compradores potenciais.
Um gesto de reconhecimento
Walker afirma que escolheu 15% por ser um valor superior a 10%, motivado pelo desejo de fazer algo positivo e retribuir à comunidade local de Minden, onde viu poucas notícias boas. Ele gostou de ver as reações dos funcionários ao saber do bônus e pediu que o informassem sobre como o dinheiro impactou suas vidas.
Ele espera receber relatos até os 80 anos, confirmando que sua ação mudou a vida de alguém.

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