Conecte Conosco

Mundo

China condena apreensão de navios petroleiros pelos EUA

Publicado

em

O governo da China criticou duramente a ação dos Estados Unidos ao interceptar dois navios-petroleiros em águas internacionais na última quarta-feira (7). Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, declarou que essa apreensão arbitrária viola gravemente o direito internacional.

Mao Ning enfatizou que a China rejeita sanções unilaterais ilegítimas que não têm respaldo no direito internacional ou autorização do Conselho de Segurança da ONU. Ela também repudiou qualquer ato que viole os princípios da Carta das Nações Unidas e que comprometa a soberania e segurança dos países.

Os Estados Unidos afirmam que os navios-tanques Marinera, anteriormente chamado Bella I, e M/T Sophia foram apreendidos por desrespeito às sanções americanas, com base em um mandado judicial federal. A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, informou que as embarcações estavam transportando petróleo da Venezuela para outras nações.

A Guarda Costeira americana perseguiu o navio Marinera por semanas até capturá-lo no Atlântico Norte, em uma área econômica exclusiva da Islândia. O navio estava sob bandeira russa, que, segundo autoridades dos EUA, foi assumida recentemente pela tripulação para tentar fugir das sanções.

Kristi Noem destacou que o petroleiro tentou diversas vezes escapar, mudando bandeira e nome, mas sem sucesso.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia exigiu que os Estados Unidos cessem imediatamente esta ação, classificando-a como ilegal. A pasta afirmou que o Marinera tinha autorização para navegar pacificamente sob bandeira russa e que os EUA estavam cientes disso.

O segundo navio, M/T Sophia, foi capturado no Mar do Caribe enquanto realizava atividades ilícitas em águas internacionais, e está sendo escoltado pela Guarda Costeira dos EUA em direção ao território americano.

Durante a coletiva, Mao Ning reafirmou o compromisso da China em apoiar a Venezuela e a comunidade internacional na defesa do direito internacional, do multilateralismo, da paz e da estabilidade global.

Questionada sobre comentários do alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, que expressou preocupação sobre possíveis intervenções militares na Venezuela sob o pretexto de violações dos direitos humanos, a porta-voz da China foi clara ao afirmar que o país rejeita a politização dos direitos humanos e a interferência nos assuntos internos de outros estados sob qualquer justificativa.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados