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Economia

China flexibiliza regras e Brasil busca liberar exportação de soja

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Brasil e China firmaram um acordo para amenizar as normas sanitárias relacionadas à soja brasileira, depois da devolução de navios e do aumento das tensões comerciais nas últimas semanas. Essa informação foi confirmada por representantes do setor exportador do Brasil.

Segundo o acordo, as autoridades chinesas concordaram em abandonar a prática de tolerância zero quanto à presença de ervas daninhas nas cargas de soja.

Essa alteração possibilitará a liberação dos embarques em curto prazo, com a expectativa de que parte das cargas seja liberada sem a necessidade de novas inspeções. Ao mesmo tempo, Brasil e China buscam estabelecer um padrão de tolerância comum.

O objetivo é evitar novos obstáculos durante o pico da temporada de exportação, época em que o Brasil é o principal fornecedor de soja para a China.

Uma equipe do Ministério da Agricultura iniciou na segunda-feira negociações com representantes chineses para definir os novos parâmetros. As conversas estão em fase inicial e não há decisões finais até o momento.

Na prática, a China deixou de exigir que a soja esteja absolutamente livre de impurezas. A fiscalização permanece, porém com um rigor menor.

Não foi estabelecido ainda um limite numérico para essa tolerância, que será discutido em reuniões futuras. Enquanto isso, as liberações continuarão baseadas numa análise de risco.

O recente impasse impactou diretamente o comércio: cerca de 20 navios com soja brasileira foram devolvidos por autoridades chinesas por não atenderem às normas sanitárias. O volume estimado está entre 1,2 e 1,5 milhão de toneladas.

Para 2024, a expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 112 milhões de toneladas de soja, sendo que a China representa cerca de 80% das vendas externas, o que torna qualquer restrição bastante significativa.

O aumento das exigências dificultou também a emissão dos certificados fitossanitários, documentos essenciais para a exportação, sem os quais a mercadoria não pode ser entregue nem paga.

Na semana anterior, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil não flexibilizou a fiscalização, ressaltando que a qualidade da soja brasileira é inquestionável, embora reconheça que a preocupação chinesa seja legítima. Ele também defendeu a criação de um protocolo sanitário específico para o comércio entre os dois países.

Até o momento, o Ministério da Agricultura ainda não divulgou uma posição oficial sobre o tema.

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