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Cidade ucraniana sem aquecimento após ataque russo; prefeito pede evacuação

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Metade dos edifícios residenciais de Kiev ficou sem aquecimento nesta sexta-feira (9), após uma noite intensa de ataques russos que causaram pelo menos quatro mortes, além da utilização, pela segunda vez desde o início do conflito, do míssil hipersônico Oreshnik.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, solicitou que os moradores que tenham condições deixem a cidade temporariamente.

“Metade dos prédios residenciais de Kiev — quase 6 mil — está sem aquecimento devido a danos à infraestrutura crítica da capital ocasionados por um forte ataque inimigo”, declarou Klitschko em suas redes sociais.

Cerca de 40 locais foram atingidos pelos bombardeios russos, incluindo 20 edifícios residenciais e a embaixada do Catar, revelou o presidente Volodimir Zelensky. A promotoria da Ucrânia confirmou quatro mortos e 24 feridos.

Enquanto os termômetros marcavam entre -7 ºC e -12 ºC, técnicos ucranianos realizavam reparos no sistema de aquecimento da capital, onde 417 mil residências ficaram sem energia, segundo a empresa elétrica privada DTEK.

Conforme as autoridades locais, 1.200 estações de aquecimento foram ativadas.

Pressão internacional e ofensiva russa

Moscou executou bombardeios em Kiev pouco tempo após rejeitar o envio de uma força multinacional europeia para a Ucrânia após um possível cessar-fogo. Recentemente, a Ucrânia e aliados concordaram com o envio de tropas à região em caso de trégua, mas a Rússia considera tais tropas como alvos legítimos.

A diplomacia busca avanços, enquanto a Rússia mantém sua pressão com ataques diários em meio ao rigoroso inverno.

“Onde está a Europa, onde estão os Estados Unidos?”, questionou Nina, 70 anos, residente em um prédio atingido, indignada com a continuação dos ataques apesar das negociações para o fim do conflito.

O governo russo reportou ter atacado alvos estratégicos na Ucrânia, empregando o míssil hipersônico Oreshnik, capaz de velocidade superior a 13.000 km/h e com capacidade nuclear.

O Ministério da Defesa da Rússia justificou os ataques como retaliação a uma suposta tentativa ucraniana de bombardear a residência do presidente Vladimir Putin em dezembro, o que foi desmentido pela Ucrânia e seus aliados como falso.

O Serviço de Segurança da Ucrânia divulgou imagens dos destroços do míssil na região de Lviv sem especificar o alvo ou os danos.

Moradores de Rudno, próximo a Leópolis, relataram explosões noturnas e cortes no fornecimento de gás, descrevendo a situação como de medo e incerteza, especialmente para as famílias com crianças pequenas, enfrentando temperaturas abaixo de zero e falta de aquecimento.

Repercussões internacionais

Zelensky pediu uma resposta clara da comunidade internacional, destacando que o ataque ocorreu durante uma severa onda de frio e que representa uma ameaça à segurança europeia, sendo um teste para a união transatlântica.

O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, também solicitou reações firmes da comunidade global.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, qualificou o lançamento do míssil como um sinal de escalada do conflito. Reino Unido, Alemanha e França condenaram o ataque como inaceitável.

Este tipo de projétil já foi usado pela Rússia anteriormente contra a Ucrânia, porém com ogiva convencional.

Na mesma data, Kiev acusou Moscou de bombardear com drones dois navios cargueiros no Mar Negro, resultando na morte de um marinheiro sírio, em uma série de ataques recentes na região.

Na fronteira russa, o governador da região de Belgorod, Viacheslav Gladkov, informou que mais de meio milhão de pessoas ficaram sem eletricidade e aquecimento devido a um ataque ucraniano, agravando a situação na localidade.

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