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Ciro Gomes quer aliança com PL e critica Michelle por humilhar presidente do partido no Ceará
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) declarou nesta sexta-feira que segue em busca de formar uma chapa unificada da direita no Ceará, incluindo o PL.
Essa declaração acontece após a interferência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas negociações que dificultaram a formação de uma aliança em torno da candidatura de Ciro ao governo estadual, atualmente liderado por Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição.
Em entrevista, Ciro relembrou a recusa de Michelle nas tratativas e afirmou que ela teria humilhado o deputado estadual André Fernandes, presidente do PL no Ceará, que liderava as negociações.
— A esposa do ex-presidente da República, Bolsonaro, veio aqui e humilhou André Fernandes. Eu não tenho relação com isso, fiquei em silêncio — comentou Ciro durante o Encontro dos Produtores Rurais do Ceará (Eproce).
De acordo com o ex-ministro, o PL “solicitou um tempo para resolver problemas internos”.
— Quem sou eu para negar? Dou o tempo necessário. Há uma vaga reservada para a aliança que reúna toda a oposição para o bem do Ceará.
Em dezembro, o PL decidiu suspender a aliança que estava alinhando para apoiar uma possível candidatura de Ciro ao governo, devido a um conflito por protagonismo político entre a ex-primeira-dama e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Essa situação surgiu depois que Michelle viajou ao estado para o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo e, durante o evento, criticou a aproximação do PL local com Ciro.
Na ocasião, André Fernandes mencionou um “ruído de comunicação” e afirmou que iria respeitar a decisão do PL.
— Continuarei lutando para que o Ceará se livre das garras do PT e desperte. Estou aqui para afirmar que faremos essa composição conjunta. Acato a ordem do diretório nacional e vamos refletir para buscar um futuro melhor para o estado.
União da direita
Ciro pretende montar uma candidatura abrangente que inclua nomes como o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio e o ex-deputado federal Capitão Wagner, ambos do União Brasil.
A chapa envolveria os políticos da direita concorrendo aos cargos de governador, vice-governador e senadores. Ciro já expressou publicamente sua intenção de disputar o governo estadual novamente, cargo que ocupou entre 1991 e 1994.
O ex-governador lidera a corrida eleitoral no Ceará com 44% das intenções de voto, conforme pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em dezembro. Em segundo lugar está Elmano, com 34%, seguido pelo senador Eduardo Girão (Novo), com 7%. Votos brancos ou nulos somaram 10%, e 5% estavam indecisos.
O levantamento também analisou um cenário de segundo turno entre Ciro e Elmano, no qual o tucano aparece com 49% contra 39% do petista. Outros 8% indicaram voto em branco ou nulo, e 4% estavam indecisos.

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