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Cláudio Castro condenado por corrupção eleitoral
Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro e candidato ao Senado, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
As investigações indicam que Castro usou ilegalmente a estrutura da Fundação Ceperj e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para financiar cabos eleitorais e ampliar seu apoio durante a campanha. Com isso, ele ficou inelegível pelos próximos oito anos.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou que as provas mostram o uso indevido da máquina pública, o que afetou o equilíbrio da disputa eleitoral. Segundo ela, não há dúvida sobre a participação de Castro nas irregularidades, que envolveram contratações atípicas e excessivas para manipular apoio político e obter vantagem eleitoral, comprometendo a igualdade entre os candidatos.
A Fundação Ceperj, antes focada em pesquisas, contratou milhares de funcionários sem processos seletivos, indicados por políticos para projetos sociais, com pagamentos realizados informalmente a pedido do governo.
Contexto da condenação
- 2022: Investigação – O Ministério Público Eleitoral do Rio identificou 27 mil contratações sem transparência no Ceperj e na Uerj, favorecendo aliados de Castro na tentativa de reeleição.
- 2024: Julgamento no TRE-RJ – Inicialmente, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio decidiu que não havia provas suficientes para comprovar abusos de poder.
- 2025: Julgamento no TSE – O Ministério Público pediu a cassação e inelegibilidade de Castro e outros envolvidos, sustentando o uso indevido da estrutura estatal e abuso político-econômico.
- 2026: Condenação – O TSE condenou Castro, reconhecendo sua participação direta no abuso de poder, mesmo após sua renúncia para evitar a cassação.
Quem assume o governo do Rio?
Com a renúncia de Castro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, assumiu provisoriamente a chefia do Estado. Isso ocorreu porque a linha sucessória foi desfeita: o vice-governador Thiago Pampolha tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas, e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, foi afastado após operação da Polícia Federal. Outra liderança será escolhida por eleições indiretas em até 30 dias.


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